terça-feira, 6 de outubro de 2009

Acaba o estado de sítio em Honduras. Golpista diz que vai punir quem prendeu Zelaya

5/outubro/2009 17:04

Roberto Micheletti, em foto da Reuters, admite devolver o poder a Manuel Zelaya

Roberto Micheletti, em foto da Reuters, admite devolver o poder a Manuel Zelaya

O chefe do governo golpista de Honduras, Roberto Michetti, admitiu que a prisão do presidente deposto, Manuel Zelaya, foi “um erro”. Micheletti disse ainda que os responsáveis pela prisão de Zelaya serão levados a Justiça e punidos.

Leia a íntegra da reportagem no Estadão Online.

E leia abaixo o que o Conversa Afiada publicou antes:

Saiu no site da BBC Brasil:

Micheletti suspende estado de sítio em Honduras
O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, anunciou nesta segunda-feira o fim do estado de sítio no país.

A medida foi imposta no dia 26 de setembro, cinco dias após a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, a Honduras. Na época o país vivia uma onda crescente de protestos organizados pela oposição.

A medida do dia 26 justificou o fechamento de emissoras de rádio e TV oposicionistas. Mas a decisão do governo foi criticada até por seus simpatizantes, que diziam acreditar que o estado de sítio prejudicava os planos de realização de eleições em novembro.

Em entrevista a uma emissora de televisão hondurenha, Micheletti havia afirmado anteriormente que havia “paz no país” e que Honduras queria voltar à normalidade.

Na entrevista ao Canal 5, Micheletti também defendeu as eleições como o melhor caminho para resolver a crise em Honduras. “Se ocorrerem as eleições no país, transparentes, e elegermos o novo presidente, então será possível falar de qualquer cenário, de qualquer solução”, afirmou.

O presidente interino disse ainda que a aspiração de Zelaya de voltar ao poder só pode ser analisada se houver alguma decisão judicial nesse sentido porque “não se pode restituir uma pessoa que está com problemas legais no país”.

“De qualquer forma, a Corte Suprema de Justiça é que teria de tomar a decisão”, completou Micheletti.

Cem dias

O resumo dos cem dias do golpe em Honduras parece uma trama de ficção: prejuízos milionários, isolamento internacional, violência com número ainda incerto de mortos e um presidente deposto sob a mira de armas que regressa ao país clandestinamente e se refugia na embaixada do Brasil.

Cansados da crise, hondurenhos de diferentes setores sociais querem o fim do impasse vivido desde a deposição de Zelaya, no dia 28 de junho, e a tomada do poder por um grupo comandado pelo ex-presidente do Congresso Roberto Micheletti.

A pressão interna por uma solução talvez agora seja tão forte como a que vem sendo feita pela comunidade internacional. A defesa de um acordo parte tanto de camponeses pró-Zelaya como de militares e empresários leais a Micheletti, apesar das fortes desconfianças dos dois lados.

Tanto Zelaya como Micheletti moderaram seus tons. O líder deposto já admite regressar à Presidência com menos poderes e até a responder na Justiça pelos supostos delitos dos quais o governo interino o acusa.

Prazo

Micheletti já enfatizou que não tomará qualquer ação contra a embaixada do Brasil, mesmo após terça-feira, quando vence o prazo determinado pela administração interina para que o Brasil defina o status político de Zelaya.
A comunidade internacional também está fazendo concessões. A Organização dos Estados Americanos (OEA) disse no domingo que o plano para pôr fim à crise política em Honduras, apoiado pela entidade e elaborado pelo presidente da Costa Rica, Óscar Árias, poderá ser flexibilizado.

Leia a íntegra do texto no site da BBC Brasil.

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