quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Augusto Ribeiro: Geração de renda, já!
Secretário municipal de Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro
Rio - A crise mundial gerou efeitos negativos, mas não tão nefastos para o nível de emprego no Brasil. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho, na cidade do Rio de Janeiro, foram registrados 21.833 empregos com carteira assinada, 1,19 % a mais que no período igual de 2008.
O nascimento da figura do microempreendedor individual, com legislação própria, que entrou em vigor em 1º de julho, dá ao País a oportunidade de colocar, finalmente, o empreendedorismo como alternativa de crescimento econômico. O Rio, ao regulamentar a questão, deu um passo à frente, preparando o terreno para novos empreendimentos e para a drástica redução da enorme informalidade registrada em sua economia.
Por outro lado, é difícil para quem está na informalidade abrir mão da suposta benesse de não pagar impostos. Mas, tornando-se microempreendedores individuais, comerciantes, prestadores de serviço e até mesmo vendedores ambulantes que hoje se encontram na informalidade passam a ter a possibilidade de se formalizar.
Trata-se, portanto, de um novo paradigma no que se refere à geração de emprego e renda. Gerar empregos na crise exige significativas doses de criatividade, além de coragem para ousar. Caminhar na direção do desenvolvimento da atividade empreendedora como mola propulsora da geração de renda inova e se apresenta como exemplo ao País.
Com isso, dá demonstração clara de que não é necessário restringir direitos trabalhistas para gerar empregos, mas sim reduzir a burocracia e incentivar a produção.

Fonte jornal O'Dia