quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Rebelião em Manaus

Amazonas

Presos fazem rebelião na Cadeia Pública Vidal Pessoa em Manaus





Foto: @andreyborba
MANAUS – Presos da Ala Masculina da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa fazem uma rebelião em Manaus.  Seis agentes sociais da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) são feitos reféns desde a manhã de hoje (10) na penitenciária.

Até o momento, a Sejus confirmou quatro mortes durante o motim que começou por volta das 10h. Dois mortos foram identificados como "Rivas" e "Francinaldo". De acordo com o subsecretário de Justiça do Amazonas, coronel Bernardo Encarnação, seis servidores do Serviço Social da secretaria são mantidos reféns no presídio.

O Serviço Social da Cadeia Pública identificou os servidores reféns na rebelião como Tereza Mendes, Joelma Cabral e Valdemar Maximino. Três estagiários feitos reféns identificados como Tatiana, Fábio e Consuelo teriam começado a trabalhar hoje no atendimento aos detentos do presídio.

Policiais do Batalhão de Resposta Rápida, Apoio e Intervenção Operacional (Raio), Batalhão de Choque e Força Tática da PM estão no local da rebelião. Viaturas da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros também auxiliam o patrulhamento no local.


Prédio da cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa. Foto: Florêncio Mesquita/Portal Amazônia

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança (SSP), câmeras do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) monitoram a movimentação dos presos e o trânsito no entorno da Avenida Sete de Setembro.


Corpos de Bombeiros e IML estão no local. Foto: Florêncio Mesquita/Portal Amazônia

A avenida foi interditada no início do motim nas proximidades do Insituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam). O fluxo de veículos foi desviado para a Rua Duque de Caxias. O trânsito está congestionado próximo ao presídio.


Avenida Sete de Setembro foi interditada. Foto: Florêncio Mesquita/Portal Amazônia

Familiares

Parentes das vítimas choram em frente a penitenciária Raimundo Vidal Pessoa. Eles reclamam por falta de informações oficiais sobre a situação dos presos. Os familiares foram impedidos de ultrapassar a faixa de isolamento do Corpo de Bombeiros.



Incêndio

O Corpo de Bombeiros suspeita que o incêndio registrado no início da manhã de hoje no presídio teria sido causado por um fio de alta tensão que caiu devido a chuva e os ventos trazidos com a tempestade desta quarta-feira. Os Bombeiros também trabalham com a hipótese de incêndio causado pelos presos da unidade. O fogo já foi controlado.


Negociação
Neste momento, as negociações para o término do motim são feitas por membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM), coronel Bernardo Encarnação e Grupo de Direitos Humanos da Sejus.

Mais informações em instantes


Portal da Amazônia


 

Rebelião em Manaus tem seis reféns e possíveis quatro mortos

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Manaus - Desde às 11h (13h no horário de Brasília) desta quarta-feira, 320 presos da cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus, estão rebelados, mantendo com eles cinco reféns: quatro estagiários e um funcionário do serviço social.
Os presos liberaram por volta das 14h30 (16h30 no horário de Brasília) a primeira refém. A assistente social Tereza maria Mendes Barbosa foi libertada em troca de água e luz, que foram cortadas desde o início do motim.
Segundo Bernardo Encarnação, secretário executivo assistente da Secretaria de Justiça do Amazonas, a contagem extraoficial é de quatro mortos, mas o número ainda está para ser confirmado, uma vez que os corpos ainda não puderam ser retirados do presídio.

Ainda de acordo com Encarnação, dos quatro pavilhões em que se dividem os 828 presos da cadeia, dois estavam envolvidos no evento, sendo que os detentos do raio B invadiram o raio C.

Os detentos iniciaram a rebelião ateando fogo em colchões na parte central do presídio, onde ocorre o monitoramento do local. O Corpo de Bombeiros foi chamado e o incêndio foi contido sem causar maiores estragos.

Os 161 presos do pavilhão D, onde se localizam condenados por casos de estupros, foram os primeiros a serem retirados de suas celas e transferidos para o pátio para evitar uma nova invasão e mais pessoas envolvidas.

A rebelião já foi controlada com a Tropa do Comando de Policiamento Especializado, mas as negociações seguem em curso para a liberação dos reféns. Os detentos exigem a presença da imprensa, de um juiz e de atuantes em direitos humanos. O Batalhão de Choque e a Força Tática da Polícia Militar também está envolvida na operação.
O Dia