quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rio sem escola e sem transporte publico

Guerra no Rio paralisa transportes e instituições de ensino na cidade

Redação SRZD | Rio+ | 25/11/2010 20h49
Foto: Reprodução de TV
Os confrontos que se alastram pela cidade do Rio de Janeiro obrigaram diversos setores e serviços públicos a diminuirem suas atividades nesta quinta-feira.
Transportes
Por causa da operação conjunta da Polícia e do Exército, cerca de 115 ônibus estão sem circular na região da vila Cruzeiro, na Penha. De acordo com a assessoria da Federação de Empresas de Ônibus do Rio (Fetranspor), a viação Nossa Senhora de Lourdes está com quase todos seus coletivos dentro da garagem, que fica próxima à favela.
A Supervia alterou a circulação de trens no ramal Santa Cruz. Por volta das 13h o serviço estava funcionando apenas entre as estações Central do Brasil, no Centro, e Paciência, na Zona Oeste.
O Metrô-Rio fez triagem de passageiros nas estações Uruguaiana, Cinelândia e Carioca para evitar lotação nos trens. Mais tarde a concessionária suspendeu a venda de bilhetes nas quatro integrações intermunicipais que partem da Pavuna, na linha Ipanema/Gen.Osório em direção à Barra, nas linhas Estácio/Rio Comprido e Nova américa/Del Castilho.
Na Estação das Barcas, na Praça XV, a operadora que administra o serviço informou que, até o fim da noite, cerca de 100 mil pessoas devem embarcar com destino a Niterói. Para atender ao aumento no número de passageiros a administradora disponibilizou barcas extras para atender a demanda. Em algumas estações, como na Ilha do Governador, o número de viajantes chegou a dobrar.
Escolas e universidades
Na manhã desta quinta-feira sete escolas e uma creche foram fechadas na região dos confrontos. No total 21 escolas e 12 creches estão sem funcionar, deixando mais de 12 mil alunos estão sem aula apenas no município do Rio de Janeiro. Na rede estadual de ensino, unidades na Penha, Bonsucesso, Madureira e Manguinhos também ficaram sem aulas.
Prezando pela integridade de alunos e funcionarios Várias faculdades e universidades, principalmente aquelas envolvidas na região dos confrontos cancelaram as aulas nos dias de hoje.
O hospital Getúlio Vargas, na Penha, está de prontidão para atender os feridos no confronto. Além disso, todas as cirurgias eletivas da rede pública de saúde estão suspensas para atenderem possíveis emergências. Os principais hospitais de plantão são o Salgado Filho, no Méier, Souza Aguiar, no Centro, Miguel Couto, na Gávea, e Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Penha disponibilizou mais 10 leitos de CTI, sendo 8 adultos e 2 infantis.
SRZD