Jornal O Dia
Rio - A Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro (SESEG) estuda a possibilidade de manter no Rio os traficantes que foram entregues à polícia pelos pais ou familiares durante a operação no Complexo do Alemão.
Alguns criminosos, como o traficante Zeu, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, já estão sendo transferidos para o presídio de segurança máxima de Cantaduvas, no Paraná. Entretanto, a SESEG espera incentivar as famílias a entregarem outros suspeitos à polícia, que seriam, com isso, mantidos na capital fluminense.

Diego Raimundo da Silva dos Santos, conhecido como "Mister M", se entregou no sábado à Polícia Militar, na companhia de sua mãe, Neuza Maria dos Santos, e de pastores de uma igreja evangélica. Segundo a mãe, ela convenceu o filho a se render com a ajuda dos religiosos.
Ataques começaram no domingo ao meio-dia
A onda de ataques violentos no Rio e Grande Rio começou no domingo 21 de novembro, por volta do meio-dia, na Linha Vermelha, quando seis bandidos armados com cinco fuzis e uma granada fecharam a pista sentido Centro, altura de Vigário Geral. Os criminosos, em dois carros, levaram pertences de passageiros e queimaram dois veículos, após expulsarem os ocupantes. Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, as ações criminosas são uma reação contra a política de ocupação de territórios do tráfico, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a transferências de bandidos para presídios federais em outros estados.

No dia seguinte, as polícias Militar e Civil se uniram para reforçar o patrulhamento pelas ruas do Rio. O efetivo foi redobrado para controlar os ataques dos bandidos. A operação, que se chamou 'Fecha Quartel', suspendeu todas as folgas dos policiais militares do Rio de Janeiro. Mais de 20 favelas foram invadidas e armas e drogas foram apreendidas. Bandidos foram presos e alguns criminosos mortos em confronto com agentes.
Na quarta-feira 24 de novembro, novos ataques: ônibus, van e carros foram incendiados na Zona Norte do Rio, Baixada Fluminense e Niterói. Sérgio Cabral, governador do Rio, desafiou os bandidos: 'Não há paz falsa. Não negociamos'. Em uma reunião de cúpula da Segurança Pública do Estado, ficou decidido que a Marinha daria apoio logístico às operações de resposta aos ataques de bandidos.
Em mais um dia de veículos incendiados espalhados pela cidade, mais de 450 homens - entre polícias Militar e Civil e fuzileiros da Marinha, com o apoio de blindados de guerra da força naval, tomaram a Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Emissoras de tv mostraram, ao vivo, centenas de bandidos armados fugindo para comunidades vizinhas. Cenas históricas que mostraram a atual situação do Rio de Janeiro. Na sexta-feira 26 de novembro, o Exército e a Polícia Federal entraram na batalha. No sábado, uma chance para traficantes locais. A Polícia Militar tentou a rendição dos cerca de 600 bandidos que estariam no Complexo do Alemão. Exatamente às 7h59 deste domingo, o comando da PM ordenou a invasão e poucos mais de 1 hora depois, o Estado comunicava que o conjunto de favelas estava tomado.
Com informações do Terra
Alguns criminosos, como o traficante Zeu, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, já estão sendo transferidos para o presídio de segurança máxima de Cantaduvas, no Paraná. Entretanto, a SESEG espera incentivar as famílias a entregarem outros suspeitos à polícia, que seriam, com isso, mantidos na capital fluminense.

Diego Raimundo da Silva dos Santos, o 'Mister M', foi convencido pela própria mãe a se entregar à polícia: 'Eu disse 'Diego, vamos com a mamãe', afirmou | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
No domingo, a PM prendeu Carlos Augusto, o "Pingo", acusado de ser um dos líderes do tráfico da comunidade Casinhas, após o pai do suspeito ter revelado aos policiais a casa de uma vizinha onde ele estava escondido. Ele se disse aliviado por ter entregue o filho à polícia. "Foi melhor ter entregado ele vivo do que morto. Se ele deve à Justiça, vai ter de pagar pelo que fez", afirmou. O traficante foi encaminhado ao setor de triagem da Polícia civil acompanhado pelo pai, que ajudou na identificação.Diego Raimundo da Silva dos Santos, conhecido como "Mister M", se entregou no sábado à Polícia Militar, na companhia de sua mãe, Neuza Maria dos Santos, e de pastores de uma igreja evangélica. Segundo a mãe, ela convenceu o filho a se render com a ajuda dos religiosos.
Ataques começaram no domingo ao meio-dia
A onda de ataques violentos no Rio e Grande Rio começou no domingo 21 de novembro, por volta do meio-dia, na Linha Vermelha, quando seis bandidos armados com cinco fuzis e uma granada fecharam a pista sentido Centro, altura de Vigário Geral. Os criminosos, em dois carros, levaram pertences de passageiros e queimaram dois veículos, após expulsarem os ocupantes. Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, as ações criminosas são uma reação contra a política de ocupação de territórios do tráfico, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a transferências de bandidos para presídios federais em outros estados.

Elizeu Felício de Souza, o Zeu, foi preso na tarde deste domingo | Foto: Felipe O'Neill / Agência O Dia
Na manhã da segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à Avenida Brasil, em Irajá, também na Zona Norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos. No mesmo dia, criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que haviam incendiado os três carros na mesma manhã. À noite, traficantes incendiaram dois carros na Rodovia Presidente Dutra, na altura da Pavuna. Foi o quinto ataque a motoristas em menos de 48 horas. Na Zona Norte, outra cabine da Polícia Militar foi metralhada.No dia seguinte, as polícias Militar e Civil se uniram para reforçar o patrulhamento pelas ruas do Rio. O efetivo foi redobrado para controlar os ataques dos bandidos. A operação, que se chamou 'Fecha Quartel', suspendeu todas as folgas dos policiais militares do Rio de Janeiro. Mais de 20 favelas foram invadidas e armas e drogas foram apreendidas. Bandidos foram presos e alguns criminosos mortos em confronto com agentes.
Na quarta-feira 24 de novembro, novos ataques: ônibus, van e carros foram incendiados na Zona Norte do Rio, Baixada Fluminense e Niterói. Sérgio Cabral, governador do Rio, desafiou os bandidos: 'Não há paz falsa. Não negociamos'. Em uma reunião de cúpula da Segurança Pública do Estado, ficou decidido que a Marinha daria apoio logístico às operações de resposta aos ataques de bandidos.
Em mais um dia de veículos incendiados espalhados pela cidade, mais de 450 homens - entre polícias Militar e Civil e fuzileiros da Marinha, com o apoio de blindados de guerra da força naval, tomaram a Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Emissoras de tv mostraram, ao vivo, centenas de bandidos armados fugindo para comunidades vizinhas. Cenas históricas que mostraram a atual situação do Rio de Janeiro. Na sexta-feira 26 de novembro, o Exército e a Polícia Federal entraram na batalha. No sábado, uma chance para traficantes locais. A Polícia Militar tentou a rendição dos cerca de 600 bandidos que estariam no Complexo do Alemão. Exatamente às 7h59 deste domingo, o comando da PM ordenou a invasão e poucos mais de 1 hora depois, o Estado comunicava que o conjunto de favelas estava tomado.
Com informações do Terra
