| Acessos vergonhosos | ||||||||
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Itaguaí Dnit duplica rodovia, mas esquece das vias laterais, trevos e viadutos Todo início do ano o brasileiro tem inúmeras obrigações. Uma delas é pagar o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotor, o famoso IPVA. Dependendo de alguns modelos o valor chega a mais de R$ 10 mil. Logo, você questiona: "pagamos um valor alto e o retorno do setor público é quase nada". Uma das iras dos motoristas, e até mesmo dos pedestres, é a falta de conservação das ruas e estradas. O ATUAL percorreu alguns trechos da Rodovia Rio-Santos, que foi "inaugurada" no fim de dezembro pelo então presidente Lula. A estrada está, como se diz na gíria, um "tapete", porém os acessos deixam a desejar. Certamente o pior trecho é a passagem para quem segue parao bairro de Chaperó, em Itaguaí. De Santa Cruz, no Rio de Janeiro, à Itacuruçá, em Mangaratiba, ou seja, 26 quilômetros duplicados, a rodovia apresenta dezenas de problemas quando o motorista precisa acessar algum desses locais. Há um mês, quando foi inaugurada a rodovia, o superintendente do Departamento Nacional de infraestrutura e Transportes (Dnit) Marcelo Cotrim, disse que melhorias serão feitas, mas não informou o prazo. "Essas obras não estavam no escopo desses contratos que fizemos. A gente pretende ainda fazer o viaduto no trevo (de Santa Cruz) e finalizar as ruas laterais e o acesso ao Porto de Itaguaí. Eram coisas que não estavam previstos na segunda fase do projeto da obra, mas agora vão ser colocadas em prática", alegou Cotrim na época. Acesso ruim a Chaperó Mas pelo que se vê no momento os motoristas terão que esperar mais. Poeira e buracos são os principais problemas. O acesso a Chaperó é um dos piores. Motoristas alegam que passar pelo local à noite é perigoso. "Você praticamente para o carro para passar aqui. Quando chove é pior, pois você não sabe o tamanho do buraco. Não tem iluminação ideal e o mato ao redor deixa a gente preocupado", disse o motorista, Flavio Melo. A Prefeitura de Itaguaí, através da Secretaria de Obras, informou que ações paliativas são feitas no acesso, porém a melhoria definitiva é de responsabilidade do Dnit. "O órgão fez a porcaria do corte. Não fez a solução de drenagem, ficou um colo. Frequentemente, nós abrimos uma vala para que a água escoe, mas o dono do terreno fecha. Se pudesse já estaria consertado. É uma briga, não temos gerencia sobre isso", alegou o secretário da pasta Jack Fernandes. |