quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mega operação no Camelódromo da Rua Uruguaiana


Polícia Civil e Receita Federal fazem operação no Camelódromo da Rua Uruguaiana

Rio - A Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), fiscais da Receita Federal e quatro associações contra a pirataria realizam, nesta quarta-feira, uma grande operação no Camelódromo da Rua Uruguaiana, no Centro. O trabalho dos agentes provocou retenções no trânsito da Avenida Presidente Vargas.
>> FOTOGALERIA: Polícia Civil e homens da Receita em ação no Camelódromo
"O poder público não vai mais tolerar a pirataria em um espaço tão grande quanto a Uruguaiana. Quando o camelódromo foi criado, há 16 anos, era para o comerciante que não tem oportunidade no mercado formal pudesse trabalhar e sustentar sua família", disse a delegada Valéria Aragão, titular da DRCPIM.
Foto: Eduardo Naddar / Agência O Dia
Policiais civis na Uruguaiana: expectiva de recolhimento de R$ 20 milhões em mercadorias falsas ou contrabandeadas | Foto: Eduardo Naddar / Agência O Dia
A ação, considerada a maior do Brasil, tem o objetivo de fiscalizar as mercadorias vendidas, assim como o funcionamento dos boxes. A expectativa das autoridades é que sejam recolhidos R$ 20 milhões em produtos falsificados. A operação continua até o próximo sábado, quando todos os 1508 boxes serão vistoriados. Nesta quarta-feira, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos, CDs e DVDs sem nota fiscal.
De acordo com as investigações da Polícia Civil e da Receita Federal, além do comércio de produtos piratas existe a suspeita de que comerciantes tenham mais de uma licença para utilização dos boxes, o que é ilegal. Alguns chegam a ter até 10 espaços em que laranjas são colocados à frente do negócio.
"Vamos cadastrar os bons comerciantes e passar tudo para a Prefeitura. Estamos trabalhando para que a Uruguaiana volte a ser o que era em sua origem", afirmou a delegada.
As autoridades investigam também a venda ilegal de boxes por até R$ 80 mil. Após o fim dos trabalhos, agentes da Receita e da Polícia Civil permanecerão no local, mas infiltrados.
Pirataria já rende mais que o narcotráfico

Segundo a delegada Valéria Aragão, titular da DRCPIM, o lucro com a pirataria já é duas vezes maior que o gerado pelo narcotráfico em todo o planeta - a movimentação chega a US$ 600 bilhões. No Brasil, os prejuízos chegam a R$ 30 milhões, que deixam de ser arrecadados em impostos. Duas milhões de pessoas deixam de ser empregadas.
O camelódromo foi cercado pelos agentes por volta de 6h e poucos boxes abriram. Membros das associações de combate à pirataria se posicionaram estrategicamente para impedir a fuga de comerciantes. Caminhões e vans da Receita foram estacionados no local para levar produtos falsos ou contrabandeados.