sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Número de mortos pela chuva na Região Serrana chega a 497



Rio - O número de mortos provocadas pelas chuvas na Região Serrana do Rio já chega a 497. Em Teresópolis, 223 pessoas morreram; em Nova Friburgo, 216; em Petrópolis, foram 39; e em Sumidouro, 19. Até a tarde desta quinta-feira, o Instituto Médico Legal (IML) havia identificado 470 corpos encontrados na região.
>> FOTOGALERIA: Rastro de destruição em Friburgo e em Petrópolis
Foto: Deisi Rezende / Agência O Dia
Bombeiros carregam corpos em Nova Friburgo | Foto: Deisi Rezende / Agência O Dia
De acordo com dados fornecidos pelas prefeituras dos municípios, na tarde desta quinta-feira, o número aproximado de desabrigados e desalojados na Região Serrana é o seguinte:

Teresópolis – 1.200 desalojados e 1.200 desabrigados

Nova Friburgo – 1.500 entre desalojados e desabrigados

Petrópolis – 6.500 entre desabrigados e desalojados

Teresópolis está acolhendo vítimas em 11 abrigos, Petrópolis em quatro, e Nova Friburgo em dois.

Região Serrana enfrenta a pior catástrofe de sua história


Castigada por um temporal que fez chover em 24 horas mais do que era esperado para todo o mês, a Região Serrana do Rio enfrenta desde a noite de terça-feira a pior catástrofe de sua história e uma das maiores do estado. Com o número de mortos, desabrigados, desalojados, feridos e desaparecidos, a tragédia já superou o registrado em janeiro de 2010 em Angra dos Reis e abril, na capital e Niterói.

Localidades inteiras foram soterradas por lama no município de Teresópolis. No bairro Caleme, uma represa da Cedae transbordou por causa da tromba d’água, provocando o deslizamento de encostas sobre casas e carros. Em Nova Friburgo, três bombeiros que seguiam para resgatar vítimas quando o carro onde estavam foi soterrado por uma avalanche.

Petrópolis também sofreu devastação em diferentes pontos. O Distrito de Itaipava foi o mais atingido. O soterramento de uma casa na localidade Vale do Cuiabá matou 12 pessoas de uma mesma família. Corpos foram recolhidos por moradores e depositados às margens de um rio à espera de resgate.