Edson Albertassi é eleito vice-presidente da Alerj
Bancada: Deputados estaduais elegeram hoje os treze componentes da Mesa Diretora
Rio-Volta Redonda
O deputado estadual Edson Albertassi (PMDB) foi eleito 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em pleito realizado hoje à tarde, que consagrou Paulo Melo (PMDB) como presidente da Casa. O mandato será pelo biênio 2011-2012.
A eleição foi tranquila e a única chapa inscrita - O Parlamento de Todos - venceu com 66 votos, entre os 69 parlamentares que compareceram. Apenas Clarissa Garotinho (PR) votou contra. Os dois deputados do PSOL, Marcelo Freixo e Janira Rocha, se abstiveram de votar.
- Estou muito feliz de estar com o Paulo nessa luta, nessa empreitada agora. Nós temos um momento importante, um momento "pós-Picciani", de grandes mudanças para a Assembleia - ressaltou Albertassi, que se lembrou do ex-presidente da Casa, Jorge Picciani, candidato derrotado ao Senado nas últimas eleições.
O parlamentar, que chegou a pleitear a presidência da Alerj ainda no ano passado, destacou seu estilo de gestão, recordando o tempo que esteve à frente da Comissão de Orçamento, e afirmou que deseja ser um "pacificador" na Casa.
- Meu papel agora é de ser gestor junto com o Paulo, eu acho que a gente tem aqui grandes avanços. Estou aqui para ajudar, eu tenho, na Comissão de Orçamento, que fiquei oito anos, um estilo de conciliação e também de articulação, quero ser também um pacificador junto com o deputado Paulo Melo para comandar e ajudar os trabalhos da Assembleia Legislativa - afirmou.
Pelo regimento da Casa, estava previsto que as chapas deveriam se inscrever momentos antes do pleito - não seria permitido o registro de candidatura avulsa para qualquer uma das treze vagas abertas (além da presidência, quatro vice-presidências, quatro secretarias e quatro suplências). A votação foi aberta e confirmada após a totalização dos votos, com a leitura das opções de cada deputado.
Além de Melo e Albertassi, foram eleitos Gilberto Palmares (PR), para a 2ª vice-presidência; Paulo Ramos (PDT) na 3ª vice-presidência; Roberto Henriques (PR) na 4ª vice-presidência; Wagner Montes (PDT) como 1º secretário; Graça Matos (PMDB) como 2ª secretária; Gerson Bergher (PSDB) como 3ª secretário; e José Luiz Nanci (PPS) como 4º secretário.
O estreante Gustavo Tutuca (PSB), de Piraí, também fez parte da chapa, como 4º suplente da Mesa Diretora. Além dele, Samuel Malafaia (PR), Bebeto (PDT) e Alexandre Corrêa (PRB) também foram eleitos suplentes.
Para Tutuca, o resultado fortaleceu a região na Alerj, já que dos três deputados eleitos pelo Sul Fluminense, dois compõem a Mesa.
- A escolha de Albertassi como vice-presidente foi muito importante para o Sul Fluminense, fazendo jus a uma das regiões de maior crescimento do país e faz justiça também ao Albertassi, que mostrou enorme espírito público ao abrir mão de disputar a presidência para que se chegasse a um consenso que fosse melhor para a Casa. E eu fico muito feliz por ter sido escolhido para a Mesa logo em meu primeiro mandato - afirmou o parlamentar.
Disputa
O processo que culminou na eleição de Paulo Melo para a presidência da Alerj foi tumultuado e revelou uma divisão no principal partido do governo, o PMDB. Inicialmente, haviam três peemedebistas em disputa pelo cargo: o próprio Paulo Melo, Edson Albertassi e Domingos Brazão. Depois de uma reunião com Cabral, o deputado voltarredondense resolveu abrir mão da candidatura, em nome da "unidade do partido".
Domingos Brazão e Paulo Melo, no entanto, continuaram na disputa. Melo era o candidato oficial do governo, mas Brazão conseguiu um grande número de apoiadores, dentro da própria base aliada e também na oposição. A situação forçou uma intervenção do governador Sérgio Cabral (PMDB), que temia uma derrota ou mesmo a explícita divisão da base.
Assim, em uma reunião entre Cabral e os dois deputados chegou-se a um acordo: Melo comandaria a Casa nos dois primeiros anos de mandato e Brazão no último biênio. Mesmo com a reclamação dos aliados, que não foram consultados, o acordo prosperou até a última semana.
Só que, às vésperas da posse, Paulo Melo anunciou que o acordo estava rompido. Brazão, por outro lado, disse que cumpriria a primeira parte do acordado e esperava a retribuição daqui a dois anos. Cabral, questionado por jornalistas, saiu pela tangente: "Matérias internas eu deixo para os deputados", desconversou.
O deputado estadual Edson Albertassi (PMDB) foi eleito 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em pleito realizado hoje à tarde, que consagrou Paulo Melo (PMDB) como presidente da Casa. O mandato será pelo biênio 2011-2012.
A eleição foi tranquila e a única chapa inscrita - O Parlamento de Todos - venceu com 66 votos, entre os 69 parlamentares que compareceram. Apenas Clarissa Garotinho (PR) votou contra. Os dois deputados do PSOL, Marcelo Freixo e Janira Rocha, se abstiveram de votar.
- Estou muito feliz de estar com o Paulo nessa luta, nessa empreitada agora. Nós temos um momento importante, um momento "pós-Picciani", de grandes mudanças para a Assembleia - ressaltou Albertassi, que se lembrou do ex-presidente da Casa, Jorge Picciani, candidato derrotado ao Senado nas últimas eleições.
O parlamentar, que chegou a pleitear a presidência da Alerj ainda no ano passado, destacou seu estilo de gestão, recordando o tempo que esteve à frente da Comissão de Orçamento, e afirmou que deseja ser um "pacificador" na Casa.
- Meu papel agora é de ser gestor junto com o Paulo, eu acho que a gente tem aqui grandes avanços. Estou aqui para ajudar, eu tenho, na Comissão de Orçamento, que fiquei oito anos, um estilo de conciliação e também de articulação, quero ser também um pacificador junto com o deputado Paulo Melo para comandar e ajudar os trabalhos da Assembleia Legislativa - afirmou.
Pelo regimento da Casa, estava previsto que as chapas deveriam se inscrever momentos antes do pleito - não seria permitido o registro de candidatura avulsa para qualquer uma das treze vagas abertas (além da presidência, quatro vice-presidências, quatro secretarias e quatro suplências). A votação foi aberta e confirmada após a totalização dos votos, com a leitura das opções de cada deputado.
Além de Melo e Albertassi, foram eleitos Gilberto Palmares (PR), para a 2ª vice-presidência; Paulo Ramos (PDT) na 3ª vice-presidência; Roberto Henriques (PR) na 4ª vice-presidência; Wagner Montes (PDT) como 1º secretário; Graça Matos (PMDB) como 2ª secretária; Gerson Bergher (PSDB) como 3ª secretário; e José Luiz Nanci (PPS) como 4º secretário.
O estreante Gustavo Tutuca (PSB), de Piraí, também fez parte da chapa, como 4º suplente da Mesa Diretora. Além dele, Samuel Malafaia (PR), Bebeto (PDT) e Alexandre Corrêa (PRB) também foram eleitos suplentes.
Para Tutuca, o resultado fortaleceu a região na Alerj, já que dos três deputados eleitos pelo Sul Fluminense, dois compõem a Mesa.
- A escolha de Albertassi como vice-presidente foi muito importante para o Sul Fluminense, fazendo jus a uma das regiões de maior crescimento do país e faz justiça também ao Albertassi, que mostrou enorme espírito público ao abrir mão de disputar a presidência para que se chegasse a um consenso que fosse melhor para a Casa. E eu fico muito feliz por ter sido escolhido para a Mesa logo em meu primeiro mandato - afirmou o parlamentar.
Disputa
O processo que culminou na eleição de Paulo Melo para a presidência da Alerj foi tumultuado e revelou uma divisão no principal partido do governo, o PMDB. Inicialmente, haviam três peemedebistas em disputa pelo cargo: o próprio Paulo Melo, Edson Albertassi e Domingos Brazão. Depois de uma reunião com Cabral, o deputado voltarredondense resolveu abrir mão da candidatura, em nome da "unidade do partido".
Domingos Brazão e Paulo Melo, no entanto, continuaram na disputa. Melo era o candidato oficial do governo, mas Brazão conseguiu um grande número de apoiadores, dentro da própria base aliada e também na oposição. A situação forçou uma intervenção do governador Sérgio Cabral (PMDB), que temia uma derrota ou mesmo a explícita divisão da base.
Assim, em uma reunião entre Cabral e os dois deputados chegou-se a um acordo: Melo comandaria a Casa nos dois primeiros anos de mandato e Brazão no último biênio. Mesmo com a reclamação dos aliados, que não foram consultados, o acordo prosperou até a última semana.
Só que, às vésperas da posse, Paulo Melo anunciou que o acordo estava rompido. Brazão, por outro lado, disse que cumpriria a primeira parte do acordado e esperava a retribuição daqui a dois anos. Cabral, questionado por jornalistas, saiu pela tangente: "Matérias internas eu deixo para os deputados", desconversou.