Índio não quer usina
Raoni quer entregar a Dilma abaixo-assinado com 500 mil assinaturas contra Belo Monte
Brasília - Em pouco mais de um mês no cargo, a presidenta Dilma Rousseff vai ter que lidar hoje com o que promete ser a primeira grande manifestação pública contrária ao governo desde que tomou posse. O índio Raoni, símbolo internacional do movimento de defesa da Amazônia, e mais de cem índios da etnia Kayapó, que ele lidera, querem entregar a ela um abaixo-assinado com mais de meio milhão de assinaturas contra a construção da Usina de Belo Monte, no Xingu.
“Vim para falar que somos contra, que não queremos Belo Monte. Se o governo pudesse me ouvir, queria dizer que não construam a usina”, declarou ontem Raoni, que foi a Brasília participar da abertura do seminário “A Hidrelétrica de Belo Monte e a Questão Indígena”. Recentemente, o Ibama concedeu licença parcial para a construção de Belo Monte.
Raoni ficou conhecido em 1991, quando fez com o cantor de rock Sting, do grupo The Police, turnê para angariar fundos para a demarcação da reserva Mekragnoti, na Amazônia.
Secretário de Obama visita presidenta
Dilma Rousseff recebeu ontem o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner. Na saída do encontro, Geithner afirmou que os americanos desejam estreitar os laços com o Brasil — o presidente Barack Obama virá ao País em março. “Queremos tirar vantagem do bom momento entre Brasil e Estados Unidos e podemos trabalhar para garantir um sistema econômico mais equilibrado”, disse.
“Vim para falar que somos contra, que não queremos Belo Monte. Se o governo pudesse me ouvir, queria dizer que não construam a usina”, declarou ontem Raoni, que foi a Brasília participar da abertura do seminário “A Hidrelétrica de Belo Monte e a Questão Indígena”. Recentemente, o Ibama concedeu licença parcial para a construção de Belo Monte.
Raoni ficou conhecido em 1991, quando fez com o cantor de rock Sting, do grupo The Police, turnê para angariar fundos para a demarcação da reserva Mekragnoti, na Amazônia.
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Dilma Rousseff recebeu ontem o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner. Na saída do encontro, Geithner afirmou que os americanos desejam estreitar os laços com o Brasil — o presidente Barack Obama virá ao País em março. “Queremos tirar vantagem do bom momento entre Brasil e Estados Unidos e podemos trabalhar para garantir um sistema econômico mais equilibrado”, disse.