segunda-feira, 11 de abril de 2011

CAP MELQUISEDEC: UMA ANÁLISE SOBRE O IMINENTE CONCÍLIO VATICANO III

UMA ANÁLISE SOBRE O IMINENTE CONCÍLIO VATICANO III, 

POR CAP MELQUISEDEC

É chegado o tempo da perseguição,anunciado pelos profetas e pelo livro do Apocalipse,quando pregar o Evangelho de Cristo será considerado crime,quando os verdadeiros pregadores serão presos e até mortos por defenderem a ortodoxia da Fé Cristã."Odiados por todos sereis por causa do meu nome",disse Jesus Cristo.

Chegou-me as mãos um certo livro intitulado: " A Espada de Constantino", com cerca de oitocentas páginas, cujo autor é um ex-padre. Ao folheá-lo,deparei-me com o capítulo cinqüenta e seis, no qual o autor defende a convocação do Concílio Vaticano III, a fim de que o cânon do Novo Testamento da Bíblia Sagrada seja revisto e corrigido, pois segundo o autor seu conteúdo é eminentemente antissemita.

Na visão do autor, os Apóstolos e escritores Neo-Testamentário estavam possuídos de um rancor exacerbado contra seus irmãos judaicos, pois estes haviam rejeitado a mensagem anunciada pelos primeiros cristãos, os quais eram de origem judaica. Acrescenta ainda que o cânon do Novo Testamento é fruto de um "erro trágico" quando a igreja enfrentou o herege Marcion e seus seguidores.

O autor diz que os livros Cristãos são inspirados, mas que "inspiração não significa que estão livres de auto-contradição". Acrescenta ainda que os livros cristãos "são de conseqüências trágicas". A seu ver Jesus nunca disse aos discípulos de Emaús: " Ó néscios e tardos de coração", pois tal declaração, segundo ele, é eivada de ódio, sendo palavras do escritor Neo-Testamentário, jamais de Cristo. Ademais, ele advoga que o antissemitismo de João, autor do quarto Evangelho, é evidente quando este apóstolo escreve que Jesus disse aos judeus que eles eram filhos do diabo. Defende que em lugar de "Judeus", deveria constar nos textos sagrados, "os líderes".

Esse autor ainda diz que os Evangelhos não são históricos, mas sim "inventados". Ora, ele diz reconhecer a inspiração dos livros Cristãos, mas na verdade ele não crê, pois ao dizer que os Evangelhos são "inventados", e que todo cânon do Novo Testamento é "auto-contraditório" e de " conseqüências trágicas" ele demonstra sua verdadeira face, ou seja, ele não crê na inspiração dos Livros cristãos. Pasme, estimado leitor, ele condena a pregação do evangelho aos judeus, dizendo que devemos reconhecer a dupla aliança de Deus com os homens. Acrescenta ainda que o referido concílio deverá também terminar com a classificação de Velho e Novo testamento, pois isso traz no seu bojo uma carga de antissemitismo, porque deixa claro que nosso Cânon é superior ao dos judeus. Da mesma forma, deve o concílio acabar com toda diferença entre Lei e Graça, porque tal dicotomia é uma provocação aos judeus.O autor do livro diz ainda que é “Imperialismo Religioso" dizer que os judeus para serem salvos precisam de Cristo.

No entanto, o que mais me chamou a atenção no livro, é que o autor, ao contrário dos Judeus Messiânicos,(Judeus que crêem que Jesus é o Messias) crê que os livros Cristãos ensinam a "Teologia da Substituição", a qual, segundo ele, deve ser rejeitada categoricamente, pois essa teologia é antissemita. Veja que ele reconhece a "teologia da substituição", porém rejeita-a categoricamente. O autor diz que os textos que ensinam a "teologia da substituição", como I Tess 2:14-16 devem ser retirados ou traduzidos de outra forma. Ele argumenta que quando Paulo escreveu esse texto, o qual transcrevemos: " Pois vós, irmãos, vos haveis feito imitadores das igrejas de Deus em Cristo Jesus que estão na Judéia; porque também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que elas padeceram dos judeus; os quais mataram ao Senhor Jesus, bem como aos profetas, e a nós nos perseguiram, e não agradam a Deus, e são contrários a todos os homens, e nos impedem de falar aos gentios para que sejam salvos; de modo que enchem sempre a medida de seus pecados; mas a ira caiu sobre eles afinal.", repito, quando Paulo escreveu esse texto, por volta de 51 DC, "ele estava com muito ódio dos Judeus", e que em 61 DC, ou seja, dez anos depois, mais experiente Paulo disse: " porventura rejeitou Deus o seu povo, de modo nenhum", isto é, segundo o autor,"Paulo se arrependera e mudara de opinião."

Ora,Paulo disse na verdade: "porventura rejeitou Deus o seu povo, de modo nenhum, pois eu também sou Judeu", ou seja, se Deus tivesse rejeitado os Judeus, nenhum deles teria se convertido a Cristo.

Portanto,mais do que nunca,o povo de Deus é chamado à verdade, pois isso é só o começo, conforme o Cristo disse: "coisas espantosas vereis".

LEIA TAMBÉM: GAYS QUEREM RETIRAR DA BÍBLIA VERSÍCULOS QUE CONSIDERAM HOMOFÓBICOS

POSTS MAIS LIDOS NO MOMENTO