Rio - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou 34 pessoas à Justiça por crimes como tráfico de drogas e associação para o tráfico. A denúncia, referente à Operação Mil Grau, foi recebida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes, que, atendendo a pedido do MP, decretou, nesta quarta-feira, a prisão preventiva dos réus. Além dos traficantes, dois advogados responderão à ação penal, em liberdade, pelo crime de colaboração com o tráfico na condição de informantes.
O GAECO atuou na Operação Mil Grau em auxílio à 2ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) de Campos. Com o objetivo de desarticular a quadrilha radicada no Norte Fluminense, a operação foi deflagrada, em 22 de março, com a Polícia Federal, responsável pelo inquérito. Na ocasião, 19 mandados de prisão temporária foram cumpridos, sendo que 14 pessoas já haviam sido presas em flagrante no decorrer da investigação. Foram apreendidos 543 quilos de maconha.
De acordo com a denúncia do GAECO, a droga – maconha, crack e cocaína – era fornecida a partir de São Paulo por Paulo Giovani Ferreira, para ser distribuída, no Norte Fluminense, por cinco grupos diferentes coordenados pelos “sócios” Anderson Pinto Faísca (o Bolão) e Aldemir da Silva Menezes (o Thiago). A venda do entorpecente era realizada em favelas de Campos e municípios próximos, como Bom Jesus do Itabapoana, Cardoso Moreira, São João da Barra, São Francisco do Itabapoana e Bom Jesus do Norte (ES).
Os dois advogados foram denunciados por terem alertado os clientes – respectivamente Bolão e Alexandro Ramos Ignacio – sobre as investigações. Ambos orientaram os criminosos a adotar medidas para se prevenir durante o cometimento dos crimes, extrapolando, no entendimento do MPRJ, o mero exercício da defesa dos clientes.
Dos 34 réus que tiveram a prisão preventiva decretada, apenas dois estão foragidos: Emerson Pinto Faísca (o Erminho), irmão de Bolão, e João Carlos Nogueira, que era motorista oficial da Prefeitura de São João da Barra. Em 15 de março, ele utilizou um veículo para transportar cerca de 15 quilos de maconha. Após ser interceptado pela polícia, fugiu, descartando a droga no Rio Paraíba do Sul.
A operação
Interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial evidenciaram o envolvimento da quadrilha com o comércio de armas e o planejamento de crimes de homicídio e roubo. Durante a operação, Bolão e Thiago foram presos em suas casas, respectivamente, em Campos e Cardoso Moreira. A apreensão de maconha – a maior já feita pela Delegacia de Polícia Federal em Campos dos Goytacazes – ocorreu em um sítio de Bolão, na zona rural campista. Somada ao que já havia sido apreendido ao longo do inquérito, a quantidade de maconha ultrapassa 600 quilos.
Durante a operação, buscas também foram realizadas na Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro e no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, onde integrantes da quadrilha continuavam a operar o comércio de drogas dentro e fora dos estabelecimentos prisionais. Na Dalton Crespo, foram apreendidos celulares, chips, carregadores, facas artesanais e pequena quantidade de drogas.
Atendendo ao requerimento do MPRJ, a Justiça determinou o sequestro de bens e do dinheiro dos acusados depositado em 13 contas bancárias.
O GAECO atuou na Operação Mil Grau em auxílio à 2ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) de Campos. Com o objetivo de desarticular a quadrilha radicada no Norte Fluminense, a operação foi deflagrada, em 22 de março, com a Polícia Federal, responsável pelo inquérito. Na ocasião, 19 mandados de prisão temporária foram cumpridos, sendo que 14 pessoas já haviam sido presas em flagrante no decorrer da investigação. Foram apreendidos 543 quilos de maconha.
De acordo com a denúncia do GAECO, a droga – maconha, crack e cocaína – era fornecida a partir de São Paulo por Paulo Giovani Ferreira, para ser distribuída, no Norte Fluminense, por cinco grupos diferentes coordenados pelos “sócios” Anderson Pinto Faísca (o Bolão) e Aldemir da Silva Menezes (o Thiago). A venda do entorpecente era realizada em favelas de Campos e municípios próximos, como Bom Jesus do Itabapoana, Cardoso Moreira, São João da Barra, São Francisco do Itabapoana e Bom Jesus do Norte (ES).
Os dois advogados foram denunciados por terem alertado os clientes – respectivamente Bolão e Alexandro Ramos Ignacio – sobre as investigações. Ambos orientaram os criminosos a adotar medidas para se prevenir durante o cometimento dos crimes, extrapolando, no entendimento do MPRJ, o mero exercício da defesa dos clientes.
Dos 34 réus que tiveram a prisão preventiva decretada, apenas dois estão foragidos: Emerson Pinto Faísca (o Erminho), irmão de Bolão, e João Carlos Nogueira, que era motorista oficial da Prefeitura de São João da Barra. Em 15 de março, ele utilizou um veículo para transportar cerca de 15 quilos de maconha. Após ser interceptado pela polícia, fugiu, descartando a droga no Rio Paraíba do Sul.
A operação
Interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial evidenciaram o envolvimento da quadrilha com o comércio de armas e o planejamento de crimes de homicídio e roubo. Durante a operação, Bolão e Thiago foram presos em suas casas, respectivamente, em Campos e Cardoso Moreira. A apreensão de maconha – a maior já feita pela Delegacia de Polícia Federal em Campos dos Goytacazes – ocorreu em um sítio de Bolão, na zona rural campista. Somada ao que já havia sido apreendido ao longo do inquérito, a quantidade de maconha ultrapassa 600 quilos.
Durante a operação, buscas também foram realizadas na Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro e no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, onde integrantes da quadrilha continuavam a operar o comércio de drogas dentro e fora dos estabelecimentos prisionais. Na Dalton Crespo, foram apreendidos celulares, chips, carregadores, facas artesanais e pequena quantidade de drogas.
Atendendo ao requerimento do MPRJ, a Justiça determinou o sequestro de bens e do dinheiro dos acusados depositado em 13 contas bancárias.