Rio - O Procon-RJ irá notificar nesta terça-feira a concessionária de energia elétrica Light para dar explicações sobre o risco de explosões nos bueiros da cidade. A fiscalização do órgão vai comparecer ao endereço da empresa, no Centro da cidade, para entregar o documento e a empresa tem dez dias para apresentar resposta.
Na noite de ontem, um homem caiu em um bueiro da Light, na Rua Djalma Urich, em Copacabana, Zona Sul do Rio. O local havia sido aberto pela manhã por funcionários da concessionária para verificar uma fumaça que saía por debaixo da tampa.
A assessoria da empresa divulgou que a vítima teria tropeçado na tampa de uma caixa de inspeção localizada na rua. O homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao hospital Miguel Couto, na Gávea.
Cinco feridos em Copacabana
Também em Copacabana, na noite de sexta, um bueiro localizado na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, esquina com a Rua Bolívar, explodiu e deixou cinco pessoas feridas. De acordo com a Light, o acidente foi causado por um dos dois transformadores da câmara substerrânea de Copacabana, que estava na lista dos equipamentos a serem trocados pela empresa, entre o Centro e a Zona Sul.
A explosão feridos os taxistas Elcy Viana, 65 anos, e Flavio Siqueira da Silva, 49, e os pedestres Luiz Fernando de Lima, 25, Ulisses Gomes, 42 e Alessandro Alves Pereira da Silva — e dois táxis danificados. Testemunhas contam que o cenário foi de guerra, com pânico e correria.
Light admite que explosões podem ocorrer
Na manhã de sábado, o presidente da Light, Jerson Kellman, admitiu que a rede subterrânea da empresa apresenta problemas e que novas explosões podem ocorrer na cidade.
Ele disse ainda que do total de quatro mil galerias existentes na cidade, a metade se encontra em estado crítico e precisa ser substituída ou readaptada. A que explodiu estava entre as que passariam por consertos.
Kellman destacou que o maior problema enfrentado pela Light é a rede subterrânea. Ele garantiu que desde 2010 a empresa vem fazendo a substituição e manuteção das câmaras, programa que seria concluído em dezembro de 2011.
"Tínhamos a impressão que o pior já tinha acontecido. Fomos surpreendidos com essa tragédia. O prefeito tem toda razão de cobrar da Light uma atitude e pedimos desculpas à população pelo o que aconteceu. Vamos acelerar o programa de substuição. Essa será minha prioridade", afirmou.
O presidente aproveitou para pedir desculpas à população e garantiu que irá indenizar as vítimas de sexta-feira, recuperar a rua e reembolsar a prefeitura pelos gastos da recuperação da região.
Paes quer auditoria para apurar explosão
Também no sábado, o prefeito Eduardo Paes e o secretário de Conservação, Carlos Roberto Osório, realizaram uma vistoria no local onde a explosão ocorreu.
Paes definiu o acontecimento como "inconcebível e inaceitável" e afirmou que a prefeitura vai contratar uma auditoria externa para averiguar o ocorrido analisar os projetos da empresa, já que no Rio extistem cerca de 4 mil estações subterrrâneas como a que explodiu.
“É o fim das desculpas. Precisamos saber o que a Light realmente está fazendo. O que vimos aqui hoje é uma cena de terrorismo. Ano passado quase tivemos uma turista morta e agora também tivemos gente ferida. Vamos fiscalizar com mais rigor, com punições mais severas. Falhas técnicas como esta não podemos mais aceitar”, afirmou Paes.
Na noite de ontem, um homem caiu em um bueiro da Light, na Rua Djalma Urich, em Copacabana, Zona Sul do Rio. O local havia sido aberto pela manhã por funcionários da concessionária para verificar uma fumaça que saía por debaixo da tampa.
A assessoria da empresa divulgou que a vítima teria tropeçado na tampa de uma caixa de inspeção localizada na rua. O homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao hospital Miguel Couto, na Gávea.
Cinco feridos em Copacabana
Também em Copacabana, na noite de sexta, um bueiro localizado na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, esquina com a Rua Bolívar, explodiu e deixou cinco pessoas feridas. De acordo com a Light, o acidente foi causado por um dos dois transformadores da câmara substerrânea de Copacabana, que estava na lista dos equipamentos a serem trocados pela empresa, entre o Centro e a Zona Sul.
A explosão feridos os taxistas Elcy Viana, 65 anos, e Flavio Siqueira da Silva, 49, e os pedestres Luiz Fernando de Lima, 25, Ulisses Gomes, 42 e Alessandro Alves Pereira da Silva — e dois táxis danificados. Testemunhas contam que o cenário foi de guerra, com pânico e correria.
Light admite que explosões podem ocorrer
Na manhã de sábado, o presidente da Light, Jerson Kellman, admitiu que a rede subterrânea da empresa apresenta problemas e que novas explosões podem ocorrer na cidade.
Ele disse ainda que do total de quatro mil galerias existentes na cidade, a metade se encontra em estado crítico e precisa ser substituída ou readaptada. A que explodiu estava entre as que passariam por consertos.
Kellman destacou que o maior problema enfrentado pela Light é a rede subterrânea. Ele garantiu que desde 2010 a empresa vem fazendo a substituição e manuteção das câmaras, programa que seria concluído em dezembro de 2011.
"Tínhamos a impressão que o pior já tinha acontecido. Fomos surpreendidos com essa tragédia. O prefeito tem toda razão de cobrar da Light uma atitude e pedimos desculpas à população pelo o que aconteceu. Vamos acelerar o programa de substuição. Essa será minha prioridade", afirmou.
O presidente aproveitou para pedir desculpas à população e garantiu que irá indenizar as vítimas de sexta-feira, recuperar a rua e reembolsar a prefeitura pelos gastos da recuperação da região.
Paes quer auditoria para apurar explosão
Também no sábado, o prefeito Eduardo Paes e o secretário de Conservação, Carlos Roberto Osório, realizaram uma vistoria no local onde a explosão ocorreu.
Paes definiu o acontecimento como "inconcebível e inaceitável" e afirmou que a prefeitura vai contratar uma auditoria externa para averiguar o ocorrido analisar os projetos da empresa, já que no Rio extistem cerca de 4 mil estações subterrrâneas como a que explodiu.
“É o fim das desculpas. Precisamos saber o que a Light realmente está fazendo. O que vimos aqui hoje é uma cena de terrorismo. Ano passado quase tivemos uma turista morta e agora também tivemos gente ferida. Vamos fiscalizar com mais rigor, com punições mais severas. Falhas técnicas como esta não podemos mais aceitar”, afirmou Paes.