quinta-feira, 7 de abril de 2011

Secretaria divulga estado de saúde de 12 feridos

O Jornal O Dia acompanha o caso em tempo real

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Rio - A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) divulgou, na noite desta quinta-feira, o estado de saúde dos 12 feridos, na tragédia ocorrida na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. A Secretaria informa, ainda, que foram 12 óbitos, sendo 10 meninas e dois meninos, sendo o último óbito o paciente I.M.S.,13, que estava internado no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN).

Feridos

Hospital Estadual Alberto Torres

J.O.S., 14 anos. Sofreu uma lesão vascular grave no ombro direito. Está sendo operado.

Hospital Estadual Adão Pereira Nunes

L.V.S.P., 13 anos, foi baleado no olho direito, foi operado.

T.T., 14 anos, foi atingida no abdômen e coluna. Foi operada no Hospital Estadual Albert Schweitzer e transferida para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. Os dois permanecem internados.

Hospital Estadual Albert Schweitzer

C.M.V.S., 13 anos, teve fratura de antebraço e está estável.

E.C., 14 anos, baleado no abdômen e mão. Está em estado grave.

D.D., 13 anos, baleado no abdômen. Está estável.

R.L., 13 anos, baleada no abdômen. Está estável. Todos estão internados.

P.S.F., 14, teve uma lesão na perna, foi examinado na unidade e teve alta.

Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia

I.B.O.P., 13 anos, baleado no braço. Está estável.

B.R.T., 13 anos, baleada nas mãos. Está estável. Os dois permanecem internados.

Hospital Universitário Pedro Ernesto

L.G.C., 13 anos, baleado na perna e no braço. Ele está consciente e o estado de saúde é estável. Está internado.

Hospital da Polícia Militar

A.M.F.S., 14, anos, foi baleado na cabeça, mão e clavícula. Foi operado e passa bem. Está internado.

Cenas de horror em Realengo

Na manhã desta quinta-feira, um jovem de 24 anos entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste da cidade, dizendo ter sido convidado para dar uma palestra aos alunos. Ele subiu três andares do prédio e entrou numa sala onde 40 alunos da nona série assistiam a uma aula de Português, abrindo fogo contra os estudantes com idades entre 12 e 14 anos.

Testemunhas relatam um verdadeiro massacre. Wellington Menezes de Oliveira teria mirado contra a cabeça dos estudantes, com a clara intenção de matá-las. Quase trinta alunos foram baleados e mais de 10 morreram. Após o ataque, o assassino deixou uma carta de de teor fundamentalista no local. O texto continha frases desconexas e incompreensíveis, com menções ao Islamismo e até mesmo práticas terroristas. Em seguida, ele se matou dando um tiro na própria cabeça.

Alunos, professores e funcionários da escola acreditam que mais de cem disparos foram efetuados. Wellington, um ex-aluno do colégio, estava armado com dois revólveres e recarregou a arma durante a ação. O imenso barulho também assustou a vizinhança, que ainda ouviu os gritos de horror das crianças que, ensanguentadas, correram às ruas em busca de socorro.

Rapidamente uma multidão se formou em frente à escola. Em desespero, familiares e amigos tentavam ajudar as crianças e identificar as vítimas, ao mesmo tempo que tentavam entender os motivos do massacre.

O ministro da Educação, José Haddad, considerou este um dia de luto para a educação brasileira. Com a voz embargada, a presidente Dilma Roussef se disse chocada e consternada com o episódio e, com lágrimas nos olhos, pediu um minuto de silêncio pelos "brasileirinhos que foram retirados tão cedo de suas vidas e de seus futuros".