Outros suspeitos de tráfico foram atingidos em explosão na Rocinha
Rio - Pelo menos mais cinco suspeitos de estarem na refinaria de drogas que explodiu quarta-feira à noite na Rocinha teriam buscado atendimento médico na UPA da comunidade, longe das vistas da polícia. Um deles, Cristiano de Sá Silva, o Abelha, principal fornecedor de cocaína da favela, estaria com lesões gravíssimas e teria perdido parte do couro cabeludo.
Outro suspeito, identificado como Fábio Leite Ninho, também teria sofrido graves queimaduras. No dia seguinte à explosão, a polícia chegou a prender cinco feridos internados nos hospitais Miguel Couto, Andaraí e Souza Aguiar. Segundo relatos dos presos, havia de 10 a 15 pessoas na casa que servia de laboratório do pó no momento do incidente, mas a polícia ainda não localizou os outros feridos.
DIVISÃO DE TAREFAS
Em depoimento, os presos contaram que o gerente da refinaria é um criminoso identificado como Pará. Os ‘funcionários’ do laboratório seriam divididos em dois grupos: os que fazem as misturas da pasta-base de cocaína e maconha com produtos químicos, e os responsáveis por embalar a droga. Estes últimos recebiam R$ 200 por semana pelo serviço. Na casa, havia produtos como éter, acetona, cafeína e cilindros de oxigênio.
Dois dias após a explosão, a polícia ainda não periciou a refinaria, uma casa na Travessa do Vale, na localidade Cachopa. Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, uma ação na Rocinha sem planejamento seria temerária.
“A Rocinha tem um plano e vai ser ocupada. E vai ser levada para lá uma UPP. Quando a logística que preparamos estiver pronta, isso vai acontecer. Entrar lá de maneira atabalhoada é, no mínimo, temerário. Lá existem vidas que não têm nada a ver com esse problema”, alegou.
Moradores da Rocinha contam que, além de Abelha e Leite Ninho, bandidos conhecidos como Boca, Guissa e Filhote também se feriram. Na hora, o chefe do tráfico, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, estaria num pagode.
Outro suspeito, identificado como Fábio Leite Ninho, também teria sofrido graves queimaduras. No dia seguinte à explosão, a polícia chegou a prender cinco feridos internados nos hospitais Miguel Couto, Andaraí e Souza Aguiar. Segundo relatos dos presos, havia de 10 a 15 pessoas na casa que servia de laboratório do pó no momento do incidente, mas a polícia ainda não localizou os outros feridos.
DIVISÃO DE TAREFAS
Em depoimento, os presos contaram que o gerente da refinaria é um criminoso identificado como Pará. Os ‘funcionários’ do laboratório seriam divididos em dois grupos: os que fazem as misturas da pasta-base de cocaína e maconha com produtos químicos, e os responsáveis por embalar a droga. Estes últimos recebiam R$ 200 por semana pelo serviço. Na casa, havia produtos como éter, acetona, cafeína e cilindros de oxigênio.
Dois dias após a explosão, a polícia ainda não periciou a refinaria, uma casa na Travessa do Vale, na localidade Cachopa. Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, uma ação na Rocinha sem planejamento seria temerária.
“A Rocinha tem um plano e vai ser ocupada. E vai ser levada para lá uma UPP. Quando a logística que preparamos estiver pronta, isso vai acontecer. Entrar lá de maneira atabalhoada é, no mínimo, temerário. Lá existem vidas que não têm nada a ver com esse problema”, alegou.
Moradores da Rocinha contam que, além de Abelha e Leite Ninho, bandidos conhecidos como Boca, Guissa e Filhote também se feriram. Na hora, o chefe do tráfico, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, estaria num pagode.
Reportagem de Leslie Leitão e Vania Cunha