Agentes investigam o que traficante internacional fez durante 12 anos como foragido
POR VANIA CUNHA
Rio - Após a prisão do traficante internacional de drogas José Roberto Monteiro Zau, de 55 anos, a Polícia Federal (PF) vai começar nova investigação sobre o acusado. Os agentes querem rastrear os passos do do criminoso nos 12 anos em que ele ficou foragido. Capturado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF no domingo — depois de celebrar o Dia das Mães, na Tijuca —, Zau fazia parte de quadrilha que, na década de 1990, enviava cocaína para a Europa usando aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).
Ainda de acordo com a PF, há indícios de que ele não teria parado de atuar no tráfico. Para os investigadores, o padrão de vida de Zau não condiz com sua situação — ele morava num apartamento de classe média da Tijuca e foi encontrado dirigindo o Prisma da mãe. Numa conversa informal com a polícia, ele teria dito que vivia com a ajuda dela, viúva de um militar.
Em 99, quando foi deflagrada operação para prendê-lo, o acusado estava na cidade de Palma de Mallorca, na Espanha, esperando por carregamento de 33 quilos de cocaína, mas o avião da FAB que levava o entorpecente foi interceptado pela polícia em Recife. O traficante conseguiu escapar do cerco.
Após ser capturado no domingo, Zau se reservou ao direito de só falar em juízo. Ele foi encaminhado para o presídio Ary Franco, onde cumprirá o mandado de prisão expedido em 1999, pela 6ª Vara Federal, e um flagrante por uso de documento falso.
Na ocasião da prisão, ele apresentou aos agentes um documento falso em nome de Luís Felipe de Lemos Henriques. A polícia vai tentar levantar a origem do documento e a informação de que o nome na carteira seria de uma pessoa que já morreu.
Voz de prisão sem o uso de armas
A investigação que levou a polícia até o local onde a mãe de Zau mora durou cerca de um mês. Graças ao trabalho da equipe de análise de dados da DRE, que cruzou vários endereços, agentes chegaram ao local.
Como suspeitavam que o acusado visitaria a mãe no domingo, os policiais ficaram escondidos desde às 11h — Zau só apareceu no local às 20h. A equipe aguardou a mãe do acusado entrar em casa e depois o seguiu a pé até o apartamento onde ele morava.
O traficante foi preso sem que os policiais precisassem mostrar armas. De acordo com a PF, Zau teria mudado a aparência e não deixou rastros durante os anos que passou foragido, para despistar a polícia.

Zau foi preso em frente ao prédio onde morava, na R. Barão de Mesquita | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
Em 99, quando foi deflagrada operação para prendê-lo, o acusado estava na cidade de Palma de Mallorca, na Espanha, esperando por carregamento de 33 quilos de cocaína, mas o avião da FAB que levava o entorpecente foi interceptado pela polícia em Recife. O traficante conseguiu escapar do cerco.
Após ser capturado no domingo, Zau se reservou ao direito de só falar em juízo. Ele foi encaminhado para o presídio Ary Franco, onde cumprirá o mandado de prisão expedido em 1999, pela 6ª Vara Federal, e um flagrante por uso de documento falso.
Na ocasião da prisão, ele apresentou aos agentes um documento falso em nome de Luís Felipe de Lemos Henriques. A polícia vai tentar levantar a origem do documento e a informação de que o nome na carteira seria de uma pessoa que já morreu.
Voz de prisão sem o uso de armas
A investigação que levou a polícia até o local onde a mãe de Zau mora durou cerca de um mês. Graças ao trabalho da equipe de análise de dados da DRE, que cruzou vários endereços, agentes chegaram ao local.
Como suspeitavam que o acusado visitaria a mãe no domingo, os policiais ficaram escondidos desde às 11h — Zau só apareceu no local às 20h. A equipe aguardou a mãe do acusado entrar em casa e depois o seguiu a pé até o apartamento onde ele morava.
O traficante foi preso sem que os policiais precisassem mostrar armas. De acordo com a PF, Zau teria mudado a aparência e não deixou rastros durante os anos que passou foragido, para despistar a polícia.