Rio - O corpo do porteiro Josemilton Trindade da Silva, 43 anos, vítima de bala perdida no Ciep Ministro Gustavo Capanema, na Vila dos Pinheiros, foi sepultado, na tarde desta quinta-feira, no Cemitério do Caju, Zona Portuária. Josemilton foi baleado durante o tiroteio entre traficantes e policiais militares do 22º BPM (Maré) nas favelas Vila dos Pinheiros, Conjunto Esperança e Vila do João, no Complexo da Maré, na noite desta quarta-feira. Ele foi atingido quando voltou para pegar sua mochila.

"A professora dele me contou que quando o tiroteio ficou mais forte, os alunos saíram correndo das salas para se abrigar no corredor, mas o Josemilton resolveu buscar sua mochila e acabou levando um tiro na cabeça", disse Rosemar Trindade da Silva, 46, irmão da vítima. A bala atingiu Josemilton por volta das 19h30 de quarta-feira.
Aluno dedicado e trabalhador de hábitos simples, Josemilton estava matriculado no curso regular do Programa de Educação Juvenil (PEJ), onde cursava o 6º ano do Ensino Fundamental. No horário noturno, mais de 300 alunos participavam das aulas quando começou o tiroteio. Todos foram orientados pelos professores a se jogar no chão do corredor entre as salas. O pânico foi tão grande que estudantes e funcionários só sairam da escola com o auxílio da PM.
"A professora do meu irmão contou que ele foi baleado na nuca. Como tinha muito tiro, ela disse que ficou segurando o Josemilton e pediu que a Polícia Militar levasse meu irmão. Não dava pra nenhum morador sair de casa naquele momento", lamentou Rosemar. Mais de 60 homens do 22º BPM participaram da operação, com apoio do Batalhão de Choque e de dois carros blindados. Por ordem do comandante do batalhão, tenente-coronel Glaúcio Soares, policiais reforçaram o policiamento nos acessos às favelas.

Corpo do porteiro foi enterrado no Cemitério do Caju |Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
Josemilton foi removido dentro de um carro blindado da Polícia Militar, mas morreu ao dar entrada no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), em Bonsucesso. Na mesma unidade, foram socorridos os moradores Muller da Costa Lima, 21, baleado no braço e perna direitos; Wellington de Oliveira, 58, tiro no ombro; e William Soares da Costa, 23, atingido na perna. O cabo PM do 22º BPM, Márcio Antonio da Silva Guedes, levou um tiro na perna após ser surpreendido por traficantes que usaram uma kombi com vidros escuros para romper um dos bloqueios da polícia na entrada da Favela Vila do João."A professora dele me contou que quando o tiroteio ficou mais forte, os alunos saíram correndo das salas para se abrigar no corredor, mas o Josemilton resolveu buscar sua mochila e acabou levando um tiro na cabeça", disse Rosemar Trindade da Silva, 46, irmão da vítima. A bala atingiu Josemilton por volta das 19h30 de quarta-feira.
Aluno dedicado e trabalhador de hábitos simples, Josemilton estava matriculado no curso regular do Programa de Educação Juvenil (PEJ), onde cursava o 6º ano do Ensino Fundamental. No horário noturno, mais de 300 alunos participavam das aulas quando começou o tiroteio. Todos foram orientados pelos professores a se jogar no chão do corredor entre as salas. O pânico foi tão grande que estudantes e funcionários só sairam da escola com o auxílio da PM.
"A professora do meu irmão contou que ele foi baleado na nuca. Como tinha muito tiro, ela disse que ficou segurando o Josemilton e pediu que a Polícia Militar levasse meu irmão. Não dava pra nenhum morador sair de casa naquele momento", lamentou Rosemar. Mais de 60 homens do 22º BPM participaram da operação, com apoio do Batalhão de Choque e de dois carros blindados. Por ordem do comandante do batalhão, tenente-coronel Glaúcio Soares, policiais reforçaram o policiamento nos acessos às favelas.