segunda-feira, 6 de junho de 2011

Apoio aos bombeiros cresce na Internet


Rio - O apoio aos bombeiros do Rio vem ganhando as redes sociais. Nesta segunda, diversas pessoas têm colocado um cartaz de apoio no lugar de suas fotos de perfil no Facebook. Um grupo chamado "Sou brasileiro. Apoio o Corpo de Bombeiros" também foi criado e já conta com 819 membros. Já o grupo "Apoio aos Bombeiros do Rio de Janeiro" conta, até o momento, com 491 membros e o "Eu apoio a luta dos Bombeiros", já tem 279 membros no total.

As páginas contam com dezenas de mensagens de apoio ao que chamam de "verdadeiros heróis do Rio", além de críticas ao Governo do Estado. Muitos também pedem que a população use roupas vermelhas.
Fotos com cartazes de apoio ao movimento dos bombeiros também chegam do exterior. Moradores dos Estados Unidos segurando cartazes onde se lê "Os bombeiros do Rio de Janeiro precisam de ajuda" chegaram por e-mail e foram divulgados através da internet.
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Moradores dos EUA enviam fotos de apoio aos bombeiros do Rio | Foto: Divulgação
Bombeiros tentam unificar reivindicações

Diversos representantes de militares do Corpo de Bombeiros reuniram-se nesta segunda-feira para tentar unificar o movimento e negociar com o novo comando da corporação. A mobilização por melhores salários, que começou com a insatisfação de cerca de 40 guarda-vidas do Grupamento Marítimo do Rio em abril deste ano, foi gradativamente recebendo a adesão de bombeiros de diversas unidades.

Agora, associações representativas, como a de Cabos e Soldados dos Bombeiros do Rio, também querem participar da mobilização, que não tem um comando unificado, e ajudar na negociação com o governo do estado.

“O comando atual do Corpo de Bombeiros já deu sinal verde de que vai receber as associações e alguns membros mobilizados do Grupamento Marítimo. Convidamos alguns membros do movimento para sentar junto com as associações, traçar uma pauta única e sentar definitivamente numa mesa de diálogo”, disse o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Nilo Guerreiro.

Entre os pontos discutidos na reunião estava a definição de uma pauta salarial para os bombeiros. Os bombeiros guarda-vidas, por exemplo, querem salário mínimo de R$ 2 mil (líquido) para os soldados. Já as associações propuseram que a reivindicação fosse modificada de forma a se adequar à Lei Estadual 279/79, que dispõe sobre a remuneração dos policiais e bombeiros militares fluminenses.

A proposta das associações é que o soldo (salário-base do militar) passe dos R$ 334,27 atuais para R$ 662, valor do piso salarial dos vigilantes privados. Com isso, o salário líquido do soldado (que inclui gratificações e benefícios) passaria de R$ 950 para cerca de R$ 2.600.

Os guarda-vidas presentes na reunião disseram que o apoio das associações será importante, mas afirmaram que só desejam negociar pautas salariais depois que os 439 bombeiros presos no último sábado (4) sejam libertados, inclusive o cabo Benevenuto Daciolo, um dos líderes informais do movimento.

Os bombeiros foram presos depois de ocupar o Quartel-General do Corpo de Bombeiros, para tentar negociar com o então comandante, coronel Pedro Machado. A ocupação do quartel foi encerrada depois de uma ação da Polícia Militar, que prendeu os bombeiros.

O coronel Pedro Machado foi exonerado depois do episódio e, em seu lugar, assumiu o coronel Sérgio Simões, que já convidou os manifestantes para conhecer as reivindicações e ajudar a negociar com o governador Sérgio Cabral.