'Ninguém é covarde ou vândalo', declarou um dos líderes do movimento
POR RICARDO ALBUQUERQUE
Rio - O cabo Benevenuto Daciolo, um dos líderes do movimento, foi um dos nove bombeiros liberados no fim da noite desta sexta-feira, e durante a madrugada ele concedeu uma entrevista. Daciolo agradeceu a população carioca e disse que eles (bombeiros) estarão sempre à disposição da população. "O que aconteceu foi só a liberdade, mas ainda faltam as anistias criminal e administrativa (da própria corporação)", declarou sobre a liberação dos presos. "O fundamental em primeiro lugar é o diálogo, que demorou a acontecer".
Os bombeiros ainda exigem o fim das gratificações, salários de R$ 2 mil, vale-transporte e reajuste anual.
Sobre a prisão dos 439 militares, ele afirma que não houve invasão ao Quartel Central da corporação. "Ninguém é covarde ou vândalo. E não houve invasão ou resistência", disse. "Ali tinham crianças e parentes dos bombeiros. Não houve dano ao patrimônio. Simplesmente nos 'aquartelamos', porque lá é o nosso lar".

O cabo ainda criticou o aumento de 6% proposto pelo governo e disse que vai deixar a própria população responder. "Peço que eles me ensinem a viver com 950 reais líquido", disse Benevenuto, que tem dois filhos.
"Será que o estado não tem dinheiro? O estado acabou de vender o passivo do Banerj por 1 bilhão de reais e tem o dinheiro do Funesbom também", citou.
Os bombeiros ainda exigem o fim das gratificações, salários de R$ 2 mil, vale-transporte e reajuste anual.
Sobre a prisão dos 439 militares, ele afirma que não houve invasão ao Quartel Central da corporação. "Ninguém é covarde ou vândalo. E não houve invasão ou resistência", disse. "Ali tinham crianças e parentes dos bombeiros. Não houve dano ao patrimônio. Simplesmente nos 'aquartelamos', porque lá é o nosso lar".

Colegas chegam a quartel de Charitas para comemorar decisão judicial, nesta sexta | Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
"Quando o Bope e o Batalhão de Choque invadiram, foi um erro do governo. Poucos daqueles militares foram agressivos, mas os que foram envergonharam a farda", declarou.O cabo ainda criticou o aumento de 6% proposto pelo governo e disse que vai deixar a própria população responder. "Peço que eles me ensinem a viver com 950 reais líquido", disse Benevenuto, que tem dois filhos.
Registro feito pelo repórter Francisco Edson Alves
"Será que o estado não tem dinheiro? O estado acabou de vender o passivo do Banerj por 1 bilhão de reais e tem o dinheiro do Funesbom também", citou.
