Em inspeção na 76ª DP (Niterói), corregedoria encontrou dois blocos de apontadores que serviam como rascunho para agentes
POR ADRIANA CRUZ
Rio - Os talões dos apontadores do jogo do bicho também ganharam utilidade na 76ª DP (Niterói), apontada como ‘escritório do crime organizado’ pela Corregedoria da Polícia Civil e (Coinpol) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Durante as investigações sobre o envolvimento do grupo com a máfia dos caça-níqueis, foram encontrados no balcão de atendimento da delegacia dois blocos com números de apostas que serviam como rascunho para os agentes da unidade.

Nove acusados foram presos, entre eles um agente penitenciário e seis policiais civis. Todos foram levados ontem para o presídio de Bangu 8. Só o inspetor Jerônimo Pereira Magalhães, o Magal, chefe do setor de Homicídios da 72ª (São Gonçalo) continua foragido.
Para o promotor Cláudio Varela, do Gaeco, os agentes atuavam muito à vontade. “Embora esse tipo de conduta não seja fácil de ser investigada, desta vez alguns policiais se sentiam tanto à vontade, a ponto de usar os talões do jogo do bicho”, avaliou.
A crença na impunidade, para o corregedor, permitiu ainda que a polícia apreendesse R$ 210 mil em mala na copa de árvore na casa do inspetor Jorge Gomes Barreira, em Guaratiba, além de munição de uso restrito, espingarda e dois revólveres, sem registros, na casa do agente Márcio Coutinho Braga.
Investigação sobre o patrimônio
Os acusados de envolvimento com a máfia do jogo vão ter que prestar conta sobre seu patrimônio, como Jorge Gomes Barreira, que escondeu a mala com R$ 210 mil numa árvore no quintal de sua casa. Mas mesmo quem não foi denunciado à Justiça, como Marival Gomes, policial civil e assessor da Secretaria executiva da Prefeitura de Niterói, vai ter que dar explicações à polícia. No apartamento dele, a corregedoria apreendeu joias e dólares.
Outro que será chamado para depor é o policial Marco Lira, ex-presidente da escola Viradouro. No lixo de um apartamento, que teria sido dele, havia canhotos de cheque com valores de até R$ 55 mil.
Afastados das funções
O juiz da 3ª Vara Criminal de São Gonçalo, João Guilherme Chaves Rosas Filho, determinou o afastamento da função dos dez policiais civis e do agente penitenciário denunciados por ligação com o esquema de proteção aos caça níqueis. Nesse grupo, três inspetores vão responder às acusações em liberdade, mas sem trabalhar. Entre os nove presos, está o agente penitenciário e seis policiais civis.
Ontem, três equipes de agentes da Corregedoria tentaram localizar o paradeiro de Jerônimo Pereira Magalhães, o Magal, inclusive na Região dos Lagos, mas ele não foi encontrado.

Dinheiro, cheques e equipamentos foram apreendidos em operação policial contra a máfia dos caça-níqueis | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
“O negócio era tão escancarado que os talões ficavam à mostra em cima da mesa para anotar recados”, destacou o corregedor da Polícia Civil, Gilson Emiliano. Quinze pessoas foram denunciadas à Justiça como resultado da Operação Alçapão, deflagrada quarta-feira.Nove acusados foram presos, entre eles um agente penitenciário e seis policiais civis. Todos foram levados ontem para o presídio de Bangu 8. Só o inspetor Jerônimo Pereira Magalhães, o Magal, chefe do setor de Homicídios da 72ª (São Gonçalo) continua foragido.
Para o promotor Cláudio Varela, do Gaeco, os agentes atuavam muito à vontade. “Embora esse tipo de conduta não seja fácil de ser investigada, desta vez alguns policiais se sentiam tanto à vontade, a ponto de usar os talões do jogo do bicho”, avaliou.
A crença na impunidade, para o corregedor, permitiu ainda que a polícia apreendesse R$ 210 mil em mala na copa de árvore na casa do inspetor Jorge Gomes Barreira, em Guaratiba, além de munição de uso restrito, espingarda e dois revólveres, sem registros, na casa do agente Márcio Coutinho Braga.
Investigação sobre o patrimônio
Os acusados de envolvimento com a máfia do jogo vão ter que prestar conta sobre seu patrimônio, como Jorge Gomes Barreira, que escondeu a mala com R$ 210 mil numa árvore no quintal de sua casa. Mas mesmo quem não foi denunciado à Justiça, como Marival Gomes, policial civil e assessor da Secretaria executiva da Prefeitura de Niterói, vai ter que dar explicações à polícia. No apartamento dele, a corregedoria apreendeu joias e dólares.
Outro que será chamado para depor é o policial Marco Lira, ex-presidente da escola Viradouro. No lixo de um apartamento, que teria sido dele, havia canhotos de cheque com valores de até R$ 55 mil.
Afastados das funções
O juiz da 3ª Vara Criminal de São Gonçalo, João Guilherme Chaves Rosas Filho, determinou o afastamento da função dos dez policiais civis e do agente penitenciário denunciados por ligação com o esquema de proteção aos caça níqueis. Nesse grupo, três inspetores vão responder às acusações em liberdade, mas sem trabalhar. Entre os nove presos, está o agente penitenciário e seis policiais civis.
Ontem, três equipes de agentes da Corregedoria tentaram localizar o paradeiro de Jerônimo Pereira Magalhães, o Magal, inclusive na Região dos Lagos, mas ele não foi encontrado.