segunda-feira, 6 de junho de 2011

Senador tucano afirma faltar apenas 8 assinaturas para abrir CPI contra Palocci


Logo Terra


Brasília - Mesmo depois da entrevista do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, à Rede Globo na última sexta-feira, as cobranças de explicações sobre o aumento de patrimônio dele continuaram nesta segunda-feira no plenário do Senado. As manifestações vieram da oposição e também de integrantes da base aliada do governo. A senadora Ana Amélia (PP-RS) avaliou que, nas entrevistas, o ministro "não foi suficientemente esclarecedor das dúvidas que continuam pairando" e, por isso, assinou o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias contra Palocci.

O tucano Aloysio Nunes (SP) anunciou que faltam "apenas oito assinaturas" para o pedido de CPI no Senado e cobrou que Palocci submeta-se ao "maior órgão de fiscalização", o Congresso. "Quando o ministro disse que está à disposição dos órgãos de controle, nós temos a oferecer a ele a oportunidade de explicar todas as dúvidas perante o maior órgão de controle da República, que é o Congresso Nacional. Se não quiserem a CPI, permitam que tenha eficácia a convocação pela Comissão de Agricultura da Câmara", disse o senador do PSDB.

"A situação se deteriorou a um ponto que dificilmente teria volta. O ministro fez um movimento para isolar o seu caso do governo, mas eu creio que, infelizmente, o caso já atingiu o governo, porque quando terminar esse episódio, o governo estará menor do que antes de o episódio eclodir", afirmou Aloysio Nunes.

A convocação na Comissão de Agricultura citada pelo senador tucano foi aprovada pelos deputados na semana passada, mas suspensa pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que prometeu divulgar sua decisão final nesta terça. A senadora Ana Amélia disse que estava esperando a manifestação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre as explicações dadas por Palocci a respeito do crescimento de seu patrimônio. A Procuradoria-Geral da República deve decidir se há ou não indícios para que seja instaurado inquérito.

Questionada se havia sido pressionada a não assinar o requerimento, a senadora disse que "em conversas ao pé do ouvido" houve tentativas de fazê-la não assinar. "Tentaram dizendo 'não há pressa'", afirmou Ana Amélia. A ideia da oposição era criar uma CPI mista, também com a participação de deputados. Para isso, contudo, serão necessárias 171 assinaturas na Câmara dos Deputados e o número ainda está longe de ser alcançado.