Investigadores querem esclarecer pontos nebulosos da execução de menino em Nova Iguaçu
Rio - A Polícia Civil vai reconstituir, nesta sexta-feira, às 10h, na comunidade Danon, Nova Iguaçu, os últimos momentos de vida de Juan Moraes, 11 anos. O menino foi morto, dia 20, após ação de policiais do 20º BPM (Mesquita). A reprodução simulada vai esclarecer os pontos obscuros sobre a execução da vítima. O corpo de Juan foi enterrado ontem, no Cemitério de Nova Iguaçu, sob forte esquema de segurança.
O trabalho dos investigadores será feito em um raio de 18 quilômetros entre o local em que os PMs alegam que trocaram tiros com traficantes até o Rio Botas, Belford Roxo, onde a ossada de Juan foi encontrada, dia 30. O resultado da análise dos locais será comparado com depoimentos de 12 PMs e de pelo menos dez testemunhas.
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Para concluir o inquérito da Delegacia de Homicídios da Baixada, os investigadores vão considerar informações do GPS, que monitora as viaturas dos militares, dados da quebra de sigilo telefônico de quatro PMs e laudos de balística e cadavérico. Para remontar a cena do crime, policiais militares vão participar. Mas o relato mais aguardado é o de W., um dos feridos na ação.
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O delegado Delmir Gouveia assume hoje a 56ª DP (Comendador Soares) no lugar de Cláudio Nascimento, afastado após sequências de falhas na investigação. A perita Marilena Campos de Lima, que atestou que o corpo de Juan era de menina, foi substituída na chefia do Posto de Polícia Técnica de Nova Iguaçu pelo perito Alexandre Pinheiro.
Freixo fica sem informação
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, o deputado Marcelo Freixo (PSOL) esteve no cemitério. Acompanhando a família desde o início do caso, ele contou que não foi informado oficialmente da antecipação do enterro.
>> FOTOGALERIA: Polícia encontra ossada do menino Juan
“É um absurdo. Uma pessoa me ligou indignada às 15h30 por não termos sido informados da decisão. Tive que correr para não perder o enterro. O sepultamento de Juan não encerra o caso, apenas uma parte dele”, disse Freixo.
Assinatura de laudo no lugar de colega
A perita Marilena Campos de Lima já foi punida pela Corregedoria de Polícia Civil, como antecipou ontem o ‘Informe do DIA’. Ela teria sido advertida por ter assinado laudo no lugar de outro perito. No trabalho de contestação da análise errada de Marilena na ossada de Juan, os peritos identificaram que não havia marcas de tiro, mas testemunhas revelaram de que o menino teria sido atingido na nuca. Havia fratura em perna e braço.
No laudo balístico, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli analisaram fuzis dos PMs, além de pistola que estaria com Igor de Souza Afonso, apontado como traficante, morto na ação. A polícia apura até se foi desta arma que partiram tiros contra Juan.
Protesto no Cristo Redentor lembra a morte do menino Juan | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
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Para concluir o inquérito da Delegacia de Homicídios da Baixada, os investigadores vão considerar informações do GPS, que monitora as viaturas dos militares, dados da quebra de sigilo telefônico de quatro PMs e laudos de balística e cadavérico. Para remontar a cena do crime, policiais militares vão participar. Mas o relato mais aguardado é o de W., um dos feridos na ação.
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O delegado Delmir Gouveia assume hoje a 56ª DP (Comendador Soares) no lugar de Cláudio Nascimento, afastado após sequências de falhas na investigação. A perita Marilena Campos de Lima, que atestou que o corpo de Juan era de menina, foi substituída na chefia do Posto de Polícia Técnica de Nova Iguaçu pelo perito Alexandre Pinheiro.
Freixo fica sem informação
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, o deputado Marcelo Freixo (PSOL) esteve no cemitério. Acompanhando a família desde o início do caso, ele contou que não foi informado oficialmente da antecipação do enterro.
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“É um absurdo. Uma pessoa me ligou indignada às 15h30 por não termos sido informados da decisão. Tive que correr para não perder o enterro. O sepultamento de Juan não encerra o caso, apenas uma parte dele”, disse Freixo.
Assinatura de laudo no lugar de colega
A perita Marilena Campos de Lima já foi punida pela Corregedoria de Polícia Civil, como antecipou ontem o ‘Informe do DIA’. Ela teria sido advertida por ter assinado laudo no lugar de outro perito. No trabalho de contestação da análise errada de Marilena na ossada de Juan, os peritos identificaram que não havia marcas de tiro, mas testemunhas revelaram de que o menino teria sido atingido na nuca. Havia fratura em perna e braço.
No laudo balístico, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli analisaram fuzis dos PMs, além de pistola que estaria com Igor de Souza Afonso, apontado como traficante, morto na ação. A polícia apura até se foi desta arma que partiram tiros contra Juan.
Reportagem de Adriana Cruz, Maria Inez Magalhães e Vania Cunha
