segunda-feira, 22 de agosto de 2011

CPI das Armas não consegue entrar em depósito da PM



Rio - O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas, Marcelo Freixo, denunciou que os integrantes foram impedidos de entrar no depósito central de armamento da Polícia Militar, em Niterói, na manhã desta segunda-feira. A escolha do depósito foi feito porque a CPI já apurou um caso de desvio de armas por PMs da unidade.

Para os parlamentares o comando da unidade alegou que a visita ao depósito só seria possível com autorização prévia do comandante-geral, coronel Mário Sérgio. “Esperamos por cerca de duas horas pela autorização, que não veio. Isso é um absurdo. Não é necessário esse tipo de autorização prévia a parlamentares no papel de fiscalizar o Executivo, ainda mais, no caso de uma CPI, que tem o poder-dever de investigação próprio de autoridade judicial. Saio com uma má impressão. O que será que há para ser escondido?”, reagiu Freixo, que foi à unidade com o deputado Flávio Bolsonaro, também membro da CPI. Freixo estuda medidas cabíveis contra o cerceamento, inclusive no Ministério Público.
Visita a depósito da Polícia Civil

À tarde, Freixo, Bolsonaro e o deputado Zaqueu Teixeira, visitaram o depósito da Divisão de Armas e Explosivos da Polícia Civil (Dfae). Das 150 mil armas acauteladas na unidade, em condições avaliadas como precárias pela própria Polícia Civil, cerca de 100 mil estão em condições de destruição, faltando para isso o seu encaminhamento pelo Tribunal de Justiça ao Exército. Armas e munições são mantidas em um recinto poeirento e sem circulação de ar conhecido como “cofre”, penduradas em pregos nas paredes de tábuas ou espalhadas pelo chão.

O destino das armas e munições do depósito do Dfae será um dos temas de reunião da CPI das Armas programada para a próxima segunda-feira, com o Tribunal de Justiça, Exército e Polícia Civil. Na reunião, com a participação também da Polícia Federal, serão discutidas as ações necessárias para aumentar o controle do Estado sobre o seu próprio armamento, sobre a fiscalização do comércio legal, assim como para um enfrentamento mais eficaz do tráfico de armas, munições e explosivos no Estado do Rio de Janeiro.

O DIA Online fez contato com a assessoria de imprensa da Polícia Militar para que ela se pronunciasse sober o assunto, mas, até o momento não houve resposta.