segunda-feira, 1 de agosto de 2011

‘Eles falavam em matar todo mundo’



Amiga dos dois jovens mortos na saída do Via Show conta como foi perseguição

POR CLARISSA MELLO
1. Marlene Cristina Soares Moreira; 2. Paulo Sérgio Nalesso de Oliveira | Foto: Divulgação
Rio - Amiga dos dois jovens mortos após briga em uma casa de shows, em São João de Meriti, na sexta-feira, a estudante A., de 17 anos, ainda está muito abalada. Ela era uma das pessoas que estavam no Corsa perseguido por um grupo do qual fazia parte o assassino. Um policial teria participado da ação criminosa. Os corpos de Marlene Cristina Soares Moreira, de 16, e Paulo Sérgio Nalesso de Oliveira, de 19, foram enterrados sábado e sexta-feira, respectivamente.

“Estávamos na boate, e três rapazes mexeram com duas amigas minhas. Os meninos que estavam com a gente defenderam as duas, e começou uma briga. Um dos rapazes mostrou um distintivo da polícia para um segurança do local, e fomos expulsos. Entramos no carro e fomos conversando, rindo, quando começaram os disparos”, disse A.

Ainda de acordo com ela, os pneus foram atingidos primeiro. “Eles queriam que o carro parasse, porque falavam em matar todo mundo. Vi que quem estava no banco do carona do Honda Civic preto atirava, depois não vi mais nada, me abaixei”, contou.

O jovem que dirigia o Corsa do grupo acelerou e entrou na favela da Mangueirinha. Lá, a perseguição terminou. “Saímos do carro e vimos o Paulo ensanguentado, já morto. Ele levou um tiro na cabeça e ela, nas costas e abdômen”, relatou a estudante.

Também ficaram feridos Kate Costa Cabral, de 18, que levou um tiro na perna esquerda; Michel Silva Gomes, 21, atingido no ombro; e Thales Sinelis Simões, 22, que levou um tiro na perna direita.