quinta-feira, 4 de agosto de 2011

TRE-RJ rejeita tentativa de Carminha Jerominho voltar ao cargo


O Dia

Rio - O TRE-RJ negou, na sessão desta quinta-feira, pedido da vereadora cassada, Carmen Glória Guinâncio Guimarães Teixeira, a Carminha Jerominho, para que ela reassumisse cargo. A ex-vereadora do Rio ajuizou um pedido de liminar para suspender os efeitos da sentença que lhe havia cassado o diploma por arrecadação e gastos ilícitos de recursos para fins eleitorais, durante a campanha para a Câmara Municipal, em 2008.
Em junho de 2009, a Justiça Eleitoral cassou o mandato da vereadora, por arrecadação ilegal de recursos. Ela é filha do ex-vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho, e sobrinha do ex-deputado Natalino Guimarães, ambos condenados a 10 anos de prisão por chefiarem milícias na Zona Oeste. A decisão foi do juiz da 228.ª Zona Eleitoral, Eduardo Perez Oberg, que determinou ainda o cumprimento imediato da sentença - neste caso, o recurso não suspende os efeitos da decisão. Carminha foi eleita em 2008 mesmo estando presa no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná.
Abuso em favelas

De acordo com denúncia do Ministério Público Eleitoral, Carminha e o irmão Luciano Guimarães, também condenado por atuar na milícia, teriam determinado o aumento do preço do botijão do gás das favelas Batan, Barbante e Carobinha a fim de usar os recursos na campanha da então candidata. A prestação de contas da vereadora já havia sido rejeitada pelo juízo da 228ª Zona Eleitoral, por abuso do poder econômico, comprovação de "caixa dois" e arrecadação ilegal. Durante a campanha, Carminha reuniu R$ 44.100,00 - cerca de metade de todo o valor arrecadado nas eleições - antes mesmo de a então candidata ter aberto a conta bancária específica para a movimentação do dinheiro da campanha, prevista em lei.