quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Itaguaí: Fórum discute sustentabilidade e compromissos ambientais das empresas

A sustentabilidade é o tema central do I Fórum Regional de Meio Ambiente, iniciado ontem no auditório do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Itaguaí. O evento, que vai até a próxima sexta-feira (21), conta com um ciclo de palestras, oficinas, mini cursos, mesa-redonda com a presença dos secretários de Meio Ambiente de Itaguaí, Seropédica e Mangaratiba, entre outros. Serão discutidos também incentivos para doações ambientais, bem como ações realizadas com intuito de melhorar as condições do meio ambiente. Outro foco é a dinâmica das empresas e instituições em relação a projetos e ações de inclusão social.




A abertura do fórum contou com a presença do diretor do Cefet/Itaguaí, Luiz Diniz Corrêa, da secretária municipal de Educação, Laudinice Gauter Brito, do secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Jailson Barbosa, do diretor da HBR Consultoria Ambiental e Projetos, Rodrigo Godinho, do engenheiro da Vale, Giuliano Santos, do subsecretário de Meio Ambiente de Mangaratiba, Alexandre Vale de Freitas, do gerente operacional do Porto do Rio de Janeiro, Ernesto Brito, e da representante da Prosub, Ives Paixão.



Responsável pela primeira palestra, o secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Jailson Barbosa, disse que o fórum vai traçar um paralelo entre o progresso que chega a Itaguaí e os projetos de sustentabilidade que estão sendo implantados, com o objetivo de despertar na população uma consciência sustentável. “Não só Itaguaí, mas toda a região passa por um grande desenvolvimento. Os impactos ambientais surgem a cada instante. Verdadeiras comunidades estão sendo modificadas as suas estruturas ambientais e naturais. Temos como exemplo, a Ilha da Madeira, em Itaguaí, e a comunidade do João XXIII, em Santa Cruz. Essas alterações ambientais causadas pelas grandes empresas já vem com o licenciamento autorizado pelos órgãos superiores ambientais”, alertou Jailson, revelando que em muitos casos o Poder Público municipal não tem ingerência sobre os projetos.



Para o secretário, se essas empresas têm o licenciamento, cabe agora fazer o monitoramento e dialogar. Ele disse que o momento é de convidar as empresas para juntos procurar solução para resolver os impactos que estão aos olhos de todos. “Se tem o licenciamento e estão autorizadas para que o progresso e o desenvolvimento cheguem é necessário amenizarmos os impactos ambientais que possivelmente vão surgir”, declarou, anunciando que uma estimativa dá conta de que a população do município vai se aproximar de 400 mil habitantes em 2016.



A secretária municipal de Educação, Laudinice Gualter Brito, destacou o desenvolvimento acelerado do município e a sustentabilidade como fundamentais nas discussões do fórum. “Hoje temos a parceria das secretarias de Educação e Meio Ambiente com finalidade de formarmos cidadãos responsáveis e participativos. Nossas escolas estão desenvolvendo projetos de preservação do meio ambiente voltados para os alunos da rede municipal de ensino”, discursou.



O responsável pela empresa HBR Consultoria Ambiental e Projetos, Rodrigo Godinho, ressaltou a importância do fórum para região. Ele assegurou que as empresas que estão se instalando no município estão preocupadas com futuro da região. “As empresas estão interagindo com a população e querem deixar um legado. Essa é oportunidade na qual o município está buscando parcerias com as empresas com objetivo de diminuir os impactos ambientais na região. Espero que a gente possa contribuir para as gerações futuras”, concluiu.



O futuro do meio ambiente da região marcou o início da mesa-redonda, no encontro inédito entre os secretários de Meio Ambiente, Jailson Barbosa (Itaguaí), Ademar Quintella (Seropédica) e Antônio Xavier Araújo Filho marcou a abertura dos







Parceria e oportunidades



O gerente operacional do Porto de Rio de Janeiro, Ernesto Brito destacou a parceria entre autoridades e empresas portuárias para que as unidades de ensino que tenham cursos voltados para portos e mecânica possam encontrar um porto seguro em oportunidades. “Estamos trabalhando a direção da Companhia Docas, juntamente com a direção do Cefet/Itaguaí, para que abra mais espaços para esses alunos. A ideia é tentar convênios com as operadoras portuárias e arrendatários dos portos para abrir mais os horizontes dos estudantes”, informou Ernesto Brito.

Jornal Atual