Rio - O delegado Fábio Barucke, titular da 15ª DP (Gávea), informou neste sábado que não foram encontradas impressões digitais do estuprador no material escolar da estudante de 12 anos estuprada dentro de ônibus no Jardim Botânico, na Zona Sul, na última quarta-feira. Após perícia, só foram encontradas digitais da própria menina.
Acusado é procurado e as primeiras denúncias começaram a aparecer | Foto: Reprodução / Severino Silva / Agência O Dia De acordo com o delegado, o próximo passo da investigação será checar informações passadas ao Disque-Denúncia (2253-1177). Até este sábado, nove ligações com informações sobre o criminoso já haviam sido recebidas pelo orgão.
Desde o dia do crime, investigadores da 15ª DP percorreram mais de 10 endereços que poderiam ser o esconderijo do suspeito, que teve retrato falado divulgado nesta sexta.
“Vários taxistas ligaram, dizendo que iam passar a noite tentando identificar o suspeito. Moradores da Rocinha, onde fizemos buscas, também disseram que procuraram pela comunidade. As pessoas ficaram revoltadas. Vamos atrás dele onde estiver”, disse o delegado Fábio Barucke.
Nesta sexta-feira, a menina voltou a prestar depoimento. Acompanhada por psicólogos da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), ela deu detalhes sobre o crime. Além da violência, ela contou que também foi roubada. O criminoso a teria ameaçado com uma arma e levado brincos, dois cordões, um relógio e R$ 5. Ainda procurou mais objetos de valor na mochila dela.
O relato fez o delegado da 15ª DP alterar a tipificação do inquérito, que era estupro de vulnerável, para estupro de vulnerável e roubo.
Passageira disse ter notado algo estranho no ônibus
Segundo o relato do motorista do coletivo da linha 162 (Glória-Leblon), José Tertuliano Sobrinho, o homem que atacou a menina é mulato, tem cerca de 40 anos e uma mancha negra no braço direito.
O motorista e a cobradora Ana Paula dos Santos Ribeiro Pereira ajudaram na confecção do retrato falado e disseram que só ficaram sabendo do estupro após uma passageira dizer que alguma coisa estranha aconteceu no ônibus. “Ela ficou com medo por achar que seria assalto. Logo depois, o homem também passou a mão na perna dela e fugiu, aproveitando que outra passageira fez sinal para descer”, contou o delegado Marcelo Braga, da DCAV.
Foto: Divulgação
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A polícia sabe que, antes de embarcar no coletivo, o criminoso desceu de um microônibus que saíra da área da Rocinha. Após o crime, embarcou em ônibus da linha 546, no sentido São Conrado. A polícia já requisitou imagens.
Assustada, menina não voltou à aula
A mãe da estudante disse que a filha não voltou à escola: “Ainda está assustada”. A menina estuda em uma escola municipal e anda cerca de três quadras para pegar o ônibus para casa. “Nunca pensei que pudesse acontecer algo naquele horário, dentro de um ônibus, sem que ninguém visse. Chamá-lo (o criminoso) de animal é ofender os bichinhos. Não quero que faça o mesmo com outras”, desabafou a mãe.
A polícia chegou a levantar informações sobre outros dois casos que teriam ocorrido com meninas no Leblon, mas só um foi registrado na delegacia. No entanto, o delegado da 15ª DP, Fábio Barucke, disse que as características são diferentes.