Rio - A Polícia Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desencadeou, nesta terça-feira, a "Operação Colorado" em Macaé, Norte Fluminense. A ação visa cumprir mandados de prisão preventiva contra acusados de tráfico de drogas e formação de quadrilha, denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio. Até o momento, dez pessoas foram presas.
Um ano de investigações
Segundo o MP, o bando chefiado por Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, conhecido como Piloto, montou na cidade uma ramificação de uma conhecida facção criminosa do Rio e controlava um grande esquema de fornecimento e de distribuição de drogas em favelas do município e da Capital. A quadrilha, de acordo com a denúncia, era dividida em núcleos de atuação, e também praticava crimes como roubos e homicídios. Nesta terça-feira, após um ano e dois meses de investigações da Delegacia da Polícia Federal de Macaé em conjunto com GAECO, cerca de 60 policiais desencadearam a Operação.
Em Macaé, a quadrilha agia principalmente na comunidade do Lagomar, onde um menor que estaria envolvido com tráfico teria sido morto a mando de Jamildo Rocha, o Jota, um dos integrantes do grupo. Na ocasião, Piloto, um dos traficantes mais procurados pela Polícia atualmente, organizou uma reunião para apurar o assassinato do rapaz e mandou chamar a família dele para prestar esclarecimentos da morte.
Investigações apontam que parte do bando também administrava o tráfico nas favelas de Maguinhos, Jacarezinho, Mandela e Parque União, na Zona Norte do Rio. No topo da estrutura, comandando este núcleo, estavam Carlos José Pereira Rosa, o Bililiu e Jota, que comprovam drogas nessas comunidades cariocas, fornecendo-as depois para seus subordinados de Macaé. Segundo a denúncia, mesmo preso no Complexo Penitenciário de Bangu, Bililiu continua à frente do grupo, com o apoio de Jota.
Em outro homicídio, segundo a denúncia, a vítima foi executada com sete tiros por Esquilo e Botequim, presos no ano passado. Durante as investigações, a Polícia Federal de Macaé, com autorização da Justiça, monitorou as ligações telefônicas de alguns dos denunciados. Os outros, de acordo com investigações, atuavam como “vapores” da quadrilha.
Com base em requerimento do Gaeco, além da prisão dos denunciados, o Juízo da Vara Criminal de Macaé decretou o bloqueio e o sequestro de dados e contas bancárias.