Governo inaugura unidades no Catumbi e Santa Teresa. Próxima será no Estácio
POR ISABEL BOECHAT
Rio - Dezenove dias depois de ser ocupadas, cinco das nove favelas tomadas pela Polícia Militar na região do Estácio, Catumbi, Rio Comprido e Santa Teresa ganharam ontem duas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). A terceira será inaugurada após o Carnaval, subindo para 17 o número de comunidades pacificadas e para 520 mil o de moradores beneficiados dentro e fora dos morros.

Durante a inauguração, o governador Sérgio Cabral destacou que a ocupação dos complexos do Alemão e da Penha, em novembro, fez todo o País reconhecer a política de segurança do Rio. “Ganhamos ainda mais a confiança do governo federal quando marginais desafiaram nosso governo com ataques a carros e ônibus. Descobrimos que os ataques partiram dos complexos da Penha e do Alemão. E foi o governo federal que possibilitou a entrada dos nossos homens para realizar o que parecia impossível:acabar com a maior fortaleza do tráfico”, lembrou.
Ao destacar a importância cultural de Santa Teresa, Cabral garantiu que haverá segurança na região. “Educação, cultura, ter esgoto, tudo isso é importante. Mas nada é mais importante que segurança. Isso aqui não é transitório. O Leblon tem polícia. O Prazeres tem polícia”.
A presidente da Associação de Moradores do Morro dos Prazeres, Eliza Brandão, se mostrou confiante: “Vamos articular agora para que a região receba benefícios sociais, para que não haja diferença entre as pessoas do morro e do asfalto”.
Modelo exportado para Salvador, na Bahia
Integrantes da cúpula de segurança do governo da Bahia estiveram na inauguração das UPPs. De acordo com o secretario de Segurança do estado baiano, Maurício Teles Barbosa, uma unidade pacificadora começará a ser implantada este ano em Salvador. O projeto terá outro nome: Base Comunitária de Segurança.
“Claro que faremos adequação à nossa realidade. Viemos aprender. Buscar o conhecimento do projeto que deu certo. Será um desafio. Temos uma problemática parecida. As favelas de Salvador foram se tornando territórios do tráfico. A ideia é que, em 2012, já avancemos para o interior da Bahia”, disse Teles.

Governador Sérgio Cabral durante a inauguração da UPP na quadra de esportes do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
A UPP do Catumbi — que abrange os morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro — terá 180 policiais, enquanto a de Santa Teresa — que atente os morros dos Prazeres e Escondidinho — conta com 200 PMs. As próximas comunidades beneficiadas serão as da Mineira, Zinco, Querosene e São Carlos, no Estácio.Durante a inauguração, o governador Sérgio Cabral destacou que a ocupação dos complexos do Alemão e da Penha, em novembro, fez todo o País reconhecer a política de segurança do Rio. “Ganhamos ainda mais a confiança do governo federal quando marginais desafiaram nosso governo com ataques a carros e ônibus. Descobrimos que os ataques partiram dos complexos da Penha e do Alemão. E foi o governo federal que possibilitou a entrada dos nossos homens para realizar o que parecia impossível:acabar com a maior fortaleza do tráfico”, lembrou.
Ao destacar a importância cultural de Santa Teresa, Cabral garantiu que haverá segurança na região. “Educação, cultura, ter esgoto, tudo isso é importante. Mas nada é mais importante que segurança. Isso aqui não é transitório. O Leblon tem polícia. O Prazeres tem polícia”.
A presidente da Associação de Moradores do Morro dos Prazeres, Eliza Brandão, se mostrou confiante: “Vamos articular agora para que a região receba benefícios sociais, para que não haja diferença entre as pessoas do morro e do asfalto”.
Modelo exportado para Salvador, na Bahia
Integrantes da cúpula de segurança do governo da Bahia estiveram na inauguração das UPPs. De acordo com o secretario de Segurança do estado baiano, Maurício Teles Barbosa, uma unidade pacificadora começará a ser implantada este ano em Salvador. O projeto terá outro nome: Base Comunitária de Segurança.
“Claro que faremos adequação à nossa realidade. Viemos aprender. Buscar o conhecimento do projeto que deu certo. Será um desafio. Temos uma problemática parecida. As favelas de Salvador foram se tornando territórios do tráfico. A ideia é que, em 2012, já avancemos para o interior da Bahia”, disse Teles.