Jornal O Dia
Rio - Jade de Araújo, de 12 anos, aluna do 6º ano da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste da cidade, quando saiu de casa, nesta quinta-feira, para o que seria mais um dia normal de aula, não imaginava que iria testemunhar um episódio de violência envolvendo ela e seus colegas de colégio.
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As turmas já estavam nas salas, quando por volta das 8 horas, um ex-aluno, Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, entrou e atirou nos alunos e funcionários. Até o final da tarde desta quinta-feira, já estava em 13 o número de crianças mortas. O atirador se matou após ser baleado na perna por um policial.
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Jade de Araújo disse que presenciou toda a ação do criminoso e que ficou assustada e com muito medo. A turma, cuja sala fica no segundo andar do prédio, fazia prova de ciências na hora que os tiros começaram. “Vieram duas meninas falando pra gente sair da sala e subir para o terceiro andar, senão ele ia matar a gente. Saiu um pisoteando o outro e, no terceiro andar, já tinha muita gente agonizando. Ele gritava: vou matar vocês, vou matar vocês. E as crianças gritavam: não me mata, não me mata”.

Felipe Luiz, pai de um aluno de 14 anos, esteve no local e disse que foi “uma visão tenebrosa”. Morador da mesma rua da Escola Municipal Tasso da Silveira, afirmou que estava em casa quando ouviu os tiros e que ao entrar na escola se deparou com uma cena de terror chegando a sentir uma dor no estômago. “Vi crianças baleadas, ensanguentadas. Não dá para explicar porque um sujeito vem até aqui e atira em crianças. Aqui é uma região tranquila. O colégio é bom e tem uma certa segurança”.
Felipe Luiz foi um dos primeiros a ajudar no socorro das vítimas. “Os bombeiros chegaram rápido e trabalharam muito bem”, disse.
Cenas de horror em Realengo
Na manhã desta quinta-feira, 7 de abril, um jovem de 24 anos entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste da cidade, dizendo ter sido convidado para dar uma palestra aos alunos. Ele subiu três andares do prédio e entrou numa sala onde 40 alunos da nona série assistiam a uma aula de Português, abrindo fogo contra os estudantes com idades entre 12 e 14 anos.
Testemunhas relatam um verdadeiro massacre. Wellington Menezes de Oliveira teria mirado contra a cabeça dos estudantes, com a clara intenção de matá-las. Quase trinta alunos foram baleados e mais de 10 morreram. Após o ataque, o assassino deixou uma carta de de teor fundamentalista no local. O texto continha frases desconexas e incompreensíveis, com menções ao Islamismo e até mesmo práticas terroristas. Em seguida, ele se matou dando um tiro na própria cabeça.
Alunos, professores e funcionários da escola acreditam que mais de cem disparos foram efetuados. Wellington, um ex-aluno do colégio, estava armado com dois revólveres e recarregou a arma durante a ação. O imenso barulho também assustou a vizinhança, que ainda ouviu os gritos de horror das crianças que, ensanguentadas, correram às ruas em busca de socorro.
Rapidamente uma multidão se formou em frente à escola. Em desespero, familiares e amigos tentavam ajudar as crianças e identificar as vítimas, ao mesmo tempo que tentavam entender os motivos do massacre.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, considerou este um dia de luto para a educação brasileira. Com a voz embargada, a presidente Dilma Roussef se disse chocada e consternada com o episódio e, com lágrimas nos olhos, pediu um minuto de silêncio pelos "brasileirinhos que foram retirados tão cedo de suas vidas e de seus futuros".
Com informações da Agência Brasil
>> FOTOGALERIA: Massacre em Realengo deixa o Brasil chocado
As turmas já estavam nas salas, quando por volta das 8 horas, um ex-aluno, Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, entrou e atirou nos alunos e funcionários. Até o final da tarde desta quinta-feira, já estava em 13 o número de crianças mortas. O atirador se matou após ser baleado na perna por um policial.
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Jade de Araújo disse que presenciou toda a ação do criminoso e que ficou assustada e com muito medo. A turma, cuja sala fica no segundo andar do prédio, fazia prova de ciências na hora que os tiros começaram. “Vieram duas meninas falando pra gente sair da sala e subir para o terceiro andar, senão ele ia matar a gente. Saiu um pisoteando o outro e, no terceiro andar, já tinha muita gente agonizando. Ele gritava: vou matar vocês, vou matar vocês. E as crianças gritavam: não me mata, não me mata”.

Parentes e curiosos se aglomeram em frente à escola | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
A mãe de Jade, Lúcia Ramos, que mandou o irmão, de 17 anos, buscar a menina na escola assim que soube do ocorrido, estava assustada e com medo de manter os filhos na escola onde o massacre ocorreu. “Por mim nem mandaria as crianças para a escola de novo”, desabafou.Felipe Luiz, pai de um aluno de 14 anos, esteve no local e disse que foi “uma visão tenebrosa”. Morador da mesma rua da Escola Municipal Tasso da Silveira, afirmou que estava em casa quando ouviu os tiros e que ao entrar na escola se deparou com uma cena de terror chegando a sentir uma dor no estômago. “Vi crianças baleadas, ensanguentadas. Não dá para explicar porque um sujeito vem até aqui e atira em crianças. Aqui é uma região tranquila. O colégio é bom e tem uma certa segurança”.
Felipe Luiz foi um dos primeiros a ajudar no socorro das vítimas. “Os bombeiros chegaram rápido e trabalharam muito bem”, disse.
Cenas de horror em Realengo
Na manhã desta quinta-feira, 7 de abril, um jovem de 24 anos entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste da cidade, dizendo ter sido convidado para dar uma palestra aos alunos. Ele subiu três andares do prédio e entrou numa sala onde 40 alunos da nona série assistiam a uma aula de Português, abrindo fogo contra os estudantes com idades entre 12 e 14 anos.
Testemunhas relatam um verdadeiro massacre. Wellington Menezes de Oliveira teria mirado contra a cabeça dos estudantes, com a clara intenção de matá-las. Quase trinta alunos foram baleados e mais de 10 morreram. Após o ataque, o assassino deixou uma carta de de teor fundamentalista no local. O texto continha frases desconexas e incompreensíveis, com menções ao Islamismo e até mesmo práticas terroristas. Em seguida, ele se matou dando um tiro na própria cabeça.
Alunos, professores e funcionários da escola acreditam que mais de cem disparos foram efetuados. Wellington, um ex-aluno do colégio, estava armado com dois revólveres e recarregou a arma durante a ação. O imenso barulho também assustou a vizinhança, que ainda ouviu os gritos de horror das crianças que, ensanguentadas, correram às ruas em busca de socorro.
Rapidamente uma multidão se formou em frente à escola. Em desespero, familiares e amigos tentavam ajudar as crianças e identificar as vítimas, ao mesmo tempo que tentavam entender os motivos do massacre.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, considerou este um dia de luto para a educação brasileira. Com a voz embargada, a presidente Dilma Roussef se disse chocada e consternada com o episódio e, com lágrimas nos olhos, pediu um minuto de silêncio pelos "brasileirinhos que foram retirados tão cedo de suas vidas e de seus futuros".
Com informações da Agência Brasil