Rio - Vizinhos, amigos e religiosos prestaram homenagens, na madrugada e no início da manhã desta sexta-feira, às 12 vítimas fatais do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste. Em frente à unidade, localizada na Rua General Bernardino de Matos, foram colocados vasos com flores, destinados a cada uma das vítimas. Os jovens também acenderam velas e colocaram cartazes no muro.
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As cruzes colocadas no muro da escola são as mesmas que foram usadas no ato do Aterro do Flamengo, em 2008, quando o Estado do Rio chegou à marca de dois mil homicídios no mesmo ano. A ONG pretende queimar as cruzes assim que o estado atingir a meta da Organização das Nações Unidas de 10 mil homicídios para cada 100 mil habitantes.
Psicopata mata 12 estudantes em colégio municipal
Manhã de 7 de abril de 2011. Eram 8h20 de mais um dia que parecia tranquilo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste. Mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos do colégio. Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, entra dizendo que vai dar palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos.

Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.
A notícia se alastra pelo bairro. Parentes correm para a escola em busca de notícias. O motorista de uma Kombi para em solidariedade. Ele parte rumo ao Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com seis crianças na caçamba, quase todas com tiros na cabeça ou tórax.
>> VÍDEO: Imagens exclusivas mostram momento que atirador dispara
Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na Internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de ‘brincadeiras’ humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.
A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.
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Maria José, 56, chora a morte da filha caçula, Larissa, 13, abraçada ao filho Henrique, 30, e ao lado de outra filha, Camila, 23: “Não sei se vou suportar essa dor” | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Membros da ONG Rio de Paz também estiveram no local para participar das homenagens. Eles colocaram flores e cruzes. A ONG demonstrou preocupação e pediu que fosse investigada a forma como as armas chegam às mãos deste criminosos.As cruzes colocadas no muro da escola são as mesmas que foram usadas no ato do Aterro do Flamengo, em 2008, quando o Estado do Rio chegou à marca de dois mil homicídios no mesmo ano. A ONG pretende queimar as cruzes assim que o estado atingir a meta da Organização das Nações Unidas de 10 mil homicídios para cada 100 mil habitantes.
Psicopata mata 12 estudantes em colégio municipal
Manhã de 7 de abril de 2011. Eram 8h20 de mais um dia que parecia tranquilo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste. Mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos do colégio. Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, entra dizendo que vai dar palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos.

Foto: Agência O Dia
Transtornado, o assassino atacou alunos de duas turmas do 8º ano (1.801 e 1.802), antiga 7ª série. As cenas de terror só terminam com a chegada de três policiais militares. No momento em que remuniciava dois revólveres pela terceira vez, o assassino é surpreendido por um sargento antes de chegar ao terceiro andar da escola. O tiro de fuzil na barriga obriga Wellington a parar. No fim da subida, ele pega uma de suas armas e atira contra a própria cabeça.Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.
A notícia se alastra pelo bairro. Parentes correm para a escola em busca de notícias. O motorista de uma Kombi para em solidariedade. Ele parte rumo ao Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com seis crianças na caçamba, quase todas com tiros na cabeça ou tórax.
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Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na Internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de ‘brincadeiras’ humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.
A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.