segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Rodoviários do Rio de Janeiro fazem greve de 24 horas



POR JOÃO NOÉ
Rio - Motoristas e cobradores da cidade do Rio entram em greve por 24 horas partir de meia-noite. A decisão acabou de ser tomada em assembleia no Sindicato dos Motoristas e Cobradores da Cidade do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio). Os funcionários dos coletivos querem o fim do cargo de motorista-júnior, que também atua como cobrador, além de aumento salarial.

A adesão dos funcionários dos ônibus à greve, porém, só vai poder ser percebida com o início do movimento. O Sintraturb-Rio é um dos sindicatos da categoria. O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro não considera o Sintraturb-Rio legítimo e vai realizar sua assembleia no dia 15 de fevereiro.

Em abril do ano passado, o Sintraturb-Rio organizou uma greve que deixou mais de 1 milhão de passageiros a pé. Na época, o movimento teve "aparente ilegalidade", segundo a Justiça do Trabalho. O vice-presidente do Sintraturb-Rio, Sebastião José da Silva, não haverá ilegalidade na paralisação porque os motoristas já estão em estado de greve desde o dia 18. Como os ônibus são considerados serviços essenciais, uma greve de motoristas deve ser avisada com 72 horas de antecedência.

Em nota divulgada, na noite desta segunda-feira, a Rio Ônibus informou que "nunca se furtou ao diálogo com a categoria. Contudo, não é admissível que a cidade e sua população sofram com uma paralisação absurda e ilegal, decidida ao arrepio da Lei".

Ainda segundo o comunicado, a Rio ônibus diz que "o grupo de rodoviários que está à frente da paralisação não tem representatividade sindical, respaldo legal ou legitimidade para encaminhar qualquer pauta de reivindicações".

"Diante disso, as empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro estão tomando as providências cabíveis, inclusive as que se relacionam com a responsabilização criminal dos que impedirem o adequado funcionamento de um serviço público de caráter essencial para a população.

O Rio Ônibus exorta os rodoviários a continuarem trabalhando. Aqueles que não cumprirem suas obrigações devem estar cientes das sanções que podem ser aplicadas pelas empresas.

Nessas condições, já solicitamos o máximo empenho de nossos associados no sentido de evitar maiores prejuízos à população e recorreremos às autoridades públicas para que ajam com o máximo rigor contra aqueles que estiverem prejudicando o bom andamento dos serviços prestados".